Ciclo dedicado a Ingmar Bergman vai viajar pelo País

O ciclo de cinema dedicado ao realizador e encenador sueco Ingmar Bergman, com obras restauradas, que está em exibição em Lisboa, andará em digressão por várias cidades do país, a partir de fevereiro, anunciou a exibidora Medeia Filmes.

O ciclo inclui 17 longas-metragens do realizador, que morreu em 2007, dez das quais em versão restaurada.

Em Lisboa, onde está em sala desde 09 de janeiro até 19 de março, o ciclo já contou com cerca de oito mil espetadores e várias sessões esgotadas, estando previsto agora um périplo pelo país.

A partir de 20 de fevereiro, estão previstas sessões no Teatro do Campo Alegre, no Porto, no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra, no Theatro Circo de Braga, no Cine-Teatro Avenida, em Castelo Branco, no auditório Charlot, em Setúbal, e no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz.

Ingmar Bergman, considerado um dos mestres do cinema europeu, realizou, ao longo da sua extensa carreira, mais de 40 filmes, entre os quais "Um Verão de Amor" (1951), "O Sétimo Selo" (1957), "Morangos Silvestres" (1957), "Em Busca da Verdade" (1961), "Lágrimas e Suspiros" (1972) "Sonata de Outono" (1978) e "Fanny e Alexandre" (1982).

Todos estes títulos integram o ciclo da Medeia Filmes, aos quais se juntam, por exemplo, "A Prisão" (1949), "Sorrisos de uma noite de verão" (1955) e "Mónica e o desejo" (1953).

"Saraband" (2003), o último filme de Bergman, ficou de fora.

A par da obra cinematográfica, Bergman foi durante toda a vida um homem de teatro, tendo encenado numerosas peças, nomeadamente as do seu ídolo de juventude, August Strindberg.

O cinema, no entanto, foi o seu meio de expressão de eleição. "Fazer filmes é para mim um instinto, uma necessidade como comer, beber ou amar", declarou em 1945.

Em 1955 alcançou o seu primeiro êxito internacional com a comédia "Sorrisos de uma noite de Verão", mas, a partir do final dessa década, os seus filmes tornaram-se cada vez mais sombrios, mostrando casais em crise ou seres amargurados pela ausência de Deus.

Cineasta das mulheres, como alguns o consideravam, proporcionará os seus mais belos papéis a actrizes como Maj Britt Nilsson, Bibi Andersson, Harriet Andersson, Eva Dahlbeck, Ulla Jacobsson e Liv Ullmann.

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