A saga cruel de um futuro subjugado pela 'reality TV'

É um dos grandes fenómenos de Hollywood: o segundo episódio de The Hunger Games traça o retrato de um futuro dominado pela televisão. Uma distopia que contém perturbadoras semelhanças com a nossa realidade.

Quando vemos Jennifer Lawrence, com o seu arco e flechas, em 'The Hunger Games: Em Chamas' (a partir de hoje nos cinemas), não podemos deixar de pensar na importância das aventuras em todas as estratégias do moderno cinema made in USA. Pode mesmo dizer-se que, desde os tempos heróicos da epopeia de A Guerra das Estrelas (o primeiro filme é de 1977) ou das aventuras de Indiana Jones (iniciadas em 1981, com Os Salteadores da Arca Perdida), a grande produção americana vive condicionada por um modelo narrativo e comercial: a saga juvenil.

Depois de 'Harry Potter' (oito filmes entre 2001/2011) e 'Twilight' (cinco filmes, 2008/2012), The Hunger Games/Os Jogos da Fome é o mais recente trunfo desse processo industrial, e com apreciáveis resultados comerciais: o segundo título da saga, The Hunger Games: Em Chamas, dirigido por Francis Lawrence, bateu recordes de bilheteira na estreia nos EUA, conseguindo a melhor abertura de sempre (158 milhões de dólares) para um título lançado em novembro.

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