A diplomacia francesa passa da BD para o cinema

Já está nas telas 'Palácio das Necessidades', tradução desastrada do original Quai d"Orsay, de Bertrand Tavernier, adaptado da premiada BD de Christophe Blain e Abel Lanza.

Um ministro dos Negócios dos Estrangeiros francês, Alexandre Taillard de Worms, que é um furacão humano e uma metralhadora verbal , é viciado nas citações de Heráclito e tem uma gaveta cheia de marcadores de tinta fluorescente, para sublinhar tudo o que lhe passa pelas mãos. Um jovem assessor, Arthur Vlaminck, recém--chegado ao ministério e encarregado dos discursos do ministro, em plena ressaca do 11 de Setembro e das reservas da França às retaliações militares do governo de George W. Bush, e no meio de uma crise num país africano fictício.

O ministro e o seu assessor são as personagens principais da banda desenhada (BD) Quai d"Orsay, de Christophe Blain (desenho e argumento) e Abel Lanzac (argumento), publicada em França em dois volumes, em 2010 e 2011, e num só tomo em 2013, vencedor do prémio de Melhor Álbum do Festival de Angoulême desse ano.

Neste mergulho em profundidade nos bastidores do Quai d"Orsay, onde se planeia e executa a política externa francesa, o ministro Taillard de Worms foi inspirado por Dominique de Villepin, ministro dos Negócios Estrangeiros do Presidente Jacques Chirac entre 2002 e 2004, e depois primeiro-ministro. Por trás de Vlaminck está o próprio argumentista, Abel Lanzac, pseudónimo de Antonin Baudry, diplomata de carreira e que foi conselheiro técnico e encarregado dos discursos de Villepin durante a sua vigência no Quai d"Orsay.

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