9. Melhor Realizador

O DN continua a apresentar as escolhas dos seus críticos para os Óscares. Hoje, na categoria de Melhor Realizador: Martin Scorsese

Martin Scorsese

(por 'O Lobo de Wall Street')

Há qualquer coisa de delírio filosófico na vertigem espacial com que o mexicano Alfonso Cuarón, pela primeira vez nomeado nesta categoria (tal como sucede com Steve McQueen), se impôs durante o passado ano no circuito dos festivais de cinema e nas bilheteiras. É provável que o virtuosismo de Gravidade leve a Cuarón o Óscar, o que seria uma espécie de atualização de Kubrick e da sua nomeação para o Óscar de melhor realizador por 2001: Odisseia no Espaço (1968). Embora as expectativas habituais passem também pelas presenças familiares de David O. Russel e de Alexander Payne, Martin Scorsese regressa como um veterano mas com o olhar mais vigoroso de um realizador que, com O Lobo de Wall Street, demonstra que as formas do cinema e o trabalho com as histórias não se cansam de renovar.

Os outros nomeados:

- David O. Russell, Golpada Americana

- Alfonso Cuarón, Gravidade

- Alexander Payne, Nebraska

- Steve McQueen, 12 Anos Escravo

Algumas desilusões nos últimos anos

A nomeação inédita para Steve McQueen demonstra o reconhecimento por fim justificado (12 Anos Escravo) de um nome que nasceu nas galerias de arte e depois se rendeu à narrativa. Nos anos recentes, a Academia tem desiludido as expectativas de um Óscar nascido em 1929, reconhecendo os realizadores Tom Hooper (O Discurso do Rei, 2010), Michel Hazanavicius (O Artista, 2011) e Ang Lee (A Vida de Pi, 2012).

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