2. Melhor Argumento Original

O DN apresenta diariamente as escolhas dos seus críticos e colaboradores nas principais categorias dos Oscares de 2014. Hoje focamos a categoria de Melhor Argumento Original.

Spike Jonze

("Her - Uma História de Amor")

Num ano de fortíssimas nomeações nas categorias de argumento, o trabalho de Spike Jonze (acumulando as tarefas de realização) distingue-se pela singularidade do seu dispositivo - em boa verdade, dialogando com a voz (Scarlett Johansson) do seu computador, a personagem interpretada por Joaquin Phoenix é alguém que passa a maior parte do filme a falar para o... vazio.

Dir-se-ia que a ficção científica de 2001: Odisseia no Espaço (1968) se transfigurou em fábula do nosso quotidiano. É um desafio dramático e narrativo que, num misto de ironia e crueldade, acaba por expor um fantasma (ou uma realidade?) da era digital. A saber: a "humanização" das máquinas e a perda de contacto, físico e simbólico, entre os humanos. Podia ser um filme de terror.

Spike Jonze, de 44 anos, é autor de inúmeros videoclipes (Daft Punk, Björk, Beastie Boys, entre outros) e anúncios publicitários. Escreveu e realizou O Sítio das Coisas Selvagens (2009) e é também o realizador de Queres Ser John Malkovich? (1999), que lhe valeu uma nomeação para os Óscares, e Adaptation (2002), ambos com argumento de Charlie Kaufman.

OS OUTROS NOMEADOS

Eric Warren Singer e David O. Russell Golpada Americana

Woody Allen Blue Jasmine

Craig Borten e Melisa Wallack O Clube de Dallas

Bob Nelson Nebraska

Uma tradição não escrita diz que o filme eleito como melhor do ano tende a ganhar um Óscar para o argumento (original ou adaptado). Nos últimos dez anos, houve duas excepções: Million Dollar Baby (2004) e O Artista (2011) arrebataram o Óscar máximo, sem que os respectivos argumentistas tenham sido premiados. O ano passado, Argo venceu as categorias de melhor filme e melhor argumento adaptado.

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