Charlie Hebdo anuncia pausa e Astérix o seu regresso

Mais: cartoonistas em protesto e pela primeira vez o Grande Prémio vai para um autor de manga. Tudo no Festival de Banda Desenhada de Angoulême.

Todo o universo da banda desenhada poisa desde quinta-feira no Festival de Angoulême, em França, que hoje encerra a sua 42ª edição. Este foi o ano do jornal francês Charlie Hebdo. E foi de passagem pelo Festival que a responsável de comunicação do jornal, Anne Hommel, afirmou ao jornal Le Parisien que a publicação fará uma pausa e que "não há qualquer data fixada" para o próximo número. Charlie vai continuar, garante, mas a equipa ainda "não está pronta".

Na sexta-feira foi atribuído o Grande Prémio Especial ao Charlie Hebdo em memória das dez vítimas - entre elas os cartoonistas Cabu, Wolinski, Charb, Tignous e Honoré - do ataque terrorista de 7 de janeiro em Paris.

Em pausa mas, como mostrou, vivo, o nome de Charlie voltou a soar quando o autor de BD Jean-Christopher Menu, representante da redação, recebeu o prémio. "Eu sou Charlie não é um slogan, é Charlie que diz ao presidente da câmara de Angoulême que é um idiota", citava o Le Monde. A crítica de Menu - com o presidente Xavier Bonnefont na plateia - deve-se às grades que atualmente cercam os bancos públicos para que os sem abrigo não se deitem neles.

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