Centro de cultura Portugal-Brasil apoiarão projetos

O secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, explicou quinta-feira que os centros Portugal-Brasil e Brasil-Portugal que estão a ser negociados servirão também como um local de apoio para o desenvolvimento de projetos conjuntos.

"Não queremos que seja apenas um local de apresentação, porque já há muitas salas para apresentações tanto em Portugal como no Brasil. Será mais um espaço para polarização da nossa realização", explicou Barreto Xavier, em declarações à agência Lusa, no Rio de Janeiro.

A ideia, segundo Barreto Xavier, é que esses centros funcionem como um local de apoio para artistas e profissionais da cultura no Brasil, que queiram realizar projetos em Portugal, e vice-versa.

"Queremos que essas pessoas possam usar o espaço para preparar a sua deslocação e possam usar lá [Lisboa] como espaço de apoio para o seu trabalho e apresentação em Portugal", destacou o secretário.

Outra função seria ainda a de manter informações e documentação atualizada a respeito da programação e produção cultural de ambos os países, para consulta do público em geral.

Há ainda a intenção de que os centros funcionem como uma base para facilitar a circulação da produção portuguesa noutros países da América Latina e da produção brasileira no continente europeu.

De acordo com o governante, que participa nesta sexta-feira na abertura da Bienal do Livro no Rio de Janeiro, a negociação para a abertura dos centros está "avançada" e já conta com a oferta de apoio financeiro de empresários brasileiros.

A previsão é de que o projeto esteja fechado até meados do próximo ano.

Barreto Xavier disse também que as negociações entre o Instituto de Cinema e Audiovisual de Portugal e a Agência Nacional de Cinema (Ancine) do Brasil, estão adiantadas e um acordo poderá ser assinado já em setembro.

Com o documento, que ainda está em fase de negociação, pretende-se que apresente medidas de estímulo a co-produções Brasil-Portugal, na área cinematográfica.

Outro ponto do acordo prevê que os dois países passem a atuar de forma conjunta para tornar mais eficiente a distribuição das obras televisivas a terceiros países, em especial os de língua portuguesa.

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