CCB assinala 20 anos com colóquio Cidade Aberta

O Centro Cultural de Belém, em Lisboa, celebra hoje duas décadas de atividade, assinalando a efeméride com um colóquio intitulado "CCB Cidade Aberta", a assinatura de protocolos de parceria com instituições e a realização de um concerto comemorativo.

O presidente do conselho de administração da Fundação CCB, Vasco Graça Moura, vai presidir à sessão inaugural do colóquio, que também contará com o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier.

Estão previstos ainda debates sobre o Centro Cultural de Belém (CCB), no contexto urbano e cultural de Lisboa, e no contexto da arquitetura portuguesa e europeia, com a participação de várias personalidades ligadas à cultura, como Simonetta Luz Afonso, António Lamas, Walter Rosa, António Guerreiro e Pedro Mexia.

Da área da arquitetura, estarão presentes no colóquio Nuno Grande, Manuel Salgado, Gonçalo Byrne, Nuno Portas e Jorge Figueira.

Ao final da tarde, será assinado um conjunto de protocolos de parcerias com o CCB, é inaugurada a exposição de arquitetura "ARX 2:3:4" e realiza-se um concerto comemorativo dos vinte anos da instituição.

Com curadoria de Luís Santiago Batista, a exposição "ARX 2:3:4" remete para uma outra, intitulada "Realidade-Real" que foi inaugurada no CCB em 1993, da responsabilidade do atelier de arquitetura ARX, dos irmãos Nuno e José Mateus.

Pelas 21:00, no grande auditório do CCB, realizar-se-á o concerto comemorativo dos 20 anos da instituição, pela Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigida por Martin André, com o coro do Teatro Nacional de São Carlos, dirigido por Giovanni Andreoli.

Criado para acolher a Presidência Portuguesa da Comunidade Económica Europeia (CEE) em 1992, o CCB viria a abrir como centro cultural a 21 de março de 1993, data emblemática por assinalar o primeiro contacto do público com o edifício desenhado pelo arquiteto português Manuel Salgado, com o consórcio do arquitecto italiano Vittorio Gregotti.

Para assinalar a efeméride, o CCB tem vindo a realizar colóquios e conferências sobre a sua génese e atividade ao longo de duas décadas, como espaço cultural.

Também este ano, a administração pretende executar o Plano de Classificação Documental do CCB, e abrir o arquivo da memória do complexo cultural a investigadores.

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