Canavilhas vai promover a internacionalização das Artes

A ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, anunciou hoje a criação de um programa de internacionalização das artes, em parceria com outros organismos do governo.

Gabriela Canavilhas falava na tomada de posse do novo director geral das Artes, João Aidos.

Numa parceria entre a Direcção Geral das Artes, o Instituto Camões, o Ministério da Economia e o Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais, o programa 'visará a criação de mecanismos de apoio a projectos de internacionalização quer no nosso território, a iniciativas do mundo que se realizem em Portugal, quer apoiando a cultura e as artes portuguesas em projectos de internacionalização'.

A ministra afirmou-se preocupada em 'reunir condições' para lançar os concursos de 2011 com 'celeridade', permitindo aos criadores e gestores planificarem a sua actividade com outra segurança e serenidade.

Canavilhas considerou que 'é tempo de virar a página e implementarmos mecanismos que sustentem a existência de uma efectiva programação cultural em rede, consolidando a actividade dos agentes e potenciando os recursos'.

A titular da pasta defendeu que se deve, 'finalmente, retirar todo o potencial da construção e recuperação da rede de cineteatros', que está por concluir.

'O Ministério da Cultura entende ser absolutamente fundamental criar no território um esqueleto sustentado de âncoras de criação, distribuídas pelo país, assentes a partir dos teatros e centros de produção artísticas já em actividade'.

Referindo-se à Direcção Geral das Artes (DGA), Canavilhas afirmou que é 'um centro nevrálgico da ligação do Ministério da Cultura às estruturas de criação artística, nas suas várias frentes e nas suas várias expressões'.

A DGA é, para Canavilhas, o organismo que deve 'interagir' directamente com os agentes culturais independentes e espera, por isso que 'acompanhe a sua actividade, que colha o sentir e o pulsar do sector e que tenha sob a sua responsabilidade a gestão dos mecanismos de apoio às artes, consignados pelo Estado'.

No seu discurso, a ministra referiu-se às últimas semanas como 'muito difíceis para a DGA' e referiu ainda que as plataformas artísticas que se organizaram em protesto contra os anunciados cortes continuarão a contribuir 'para a reflexão conjunta das estratégias culturais'.

A ministra disse que 'as restrições financeiras continuarão a espreitar permanentemente a actividade cultural portuguesa', mas defendeu que estão abertos 'novos canais de comunicação que advieram dos movimentos cívicos do meio cultural' e dos quais todos 'iremos beneficiar'.

Referindo-se a João Aidos, Gabriela Canavilhas declarou que 'corresponde integralmente' ao perfil exigido na GDA: proximidade com os agentes culturais, conhecimento do país, experiência na gestão de cineteatros e 'uma total disponibilidade para trabalhar com o ministério e abraçar este grande desafio'.

'Estou confiante numa colaboração próxima, alinhada e enérgica, que possa dar uma resposta assertiva às elevadas expectativas que os agentes culturais depositam em nós', declarou.

A ministra exigiu também um reforço no sistema de fiscalização 'com vista à implementação de maior transparência e rigor nos procedimentos'.

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