Artista Ai Weiwei cancela exposições na Dinamarca em protesto pelos refugiados

O artista chinês decidiu não expor na Dinamarca após a aprovação da lei que permite confiscar os valores dos requerentes de asilo

O artista chinês dissidente Ai Weiwei afirmou esta quarta-feira que vai cancelar duas exposições dos seus trabalhos na Dinamarca, em protesto contra uma lei aprovada pelo parlamento que inclui regras para a confiscação de valores dos requerentes de asilo, para ajudar a financiar as suas estadias.

A decisão do artista é o mais recente protesto contra a Dinamarca, que aprovou na terça-feira as medidas duras que serviriam para desincentivar os refugiados de ali procurar asilo. Desenhos em jornais de todo o mundo protestaram contra a medida, incluindo um cartoon no jornal britânico The Guardian que mostra o primeiro-ministro dinamarquês Lars Lokke Rasmussen com um uniforme inspirado no dos Nazis.

Ai Weiwei, conhecido pelas suas críticas ao historial de violações de direitos humanos na China, informou numa publicação no Instagram que estava chocado com a decisão do governo dinamarquês de "confiscar a propriedade privada de refugiados".

"Como consequência desta decisão infeliz, tenho que me retirar da exposição 'Uma Nova Dinastia Criada na China', como forma de expressar o meu protesto contra a decisão do governo dinamarquês", escreveu Ai Weiwei, dirigindo-se aos organizadores da exposição, no museu ARoS em Aarhus.

O trabalho de Ai Weiwei que está exposto desde novembro em ARoS é um homem de 12 metros feito de bambu. Chama-se "Yu Yi". O museu ainda não anunciou se alguma peça de arte vai substituir "Yu Yi" até ao final da exposição de arte contemporânea chinesa, que deveria continuar até maio.

Ai Weiwei disse ainda que ia fechar a sua exposição "Ruptures" na Fundação Faurschou, em Copenhaga, afirmando que a sua posição era partilhada por Jens Faurschou.

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