Prince desiste de processo milionário por pirataria

Prince desistiu de um processo judicial de 16 milhões de euros contra 22 piratas que alegadamente publicaram online imagens de concertos do músico.

O músico tinha apresentado queixa contra 22 bloggers no dia 16 de janeiro. Pedia uma indemnização de um milhão de dólares a cada um, por terem publicado no Facebook e em outras plataformas digitais gravações não autorizadas.

Bastaram as notícias do processo terem vindo a público para Prince ter desistido dos processos, diz o site norte-americano TMZ, que obteve documentos junto do tribunal da Califórnia que mostram que o cantor desistiu da queixa, embora ainda possa voltar atrás.

Dos 22 'piratas' processados, apenas dois aparecem com os seus nomes verdadeiros (Dan Chodera e Karina Jindrova), os outros estão identificados por nomes de sites ou pelos nicknames dos seus utlizadores, como PurpleKissTwo ou FunkyExperienceFour, que denunciam o tipo de conteúdo difundido e que se tratam de fãs do cantor. Algumas das gravações datam de 1983.

Esta não tinha sido a primeira vez que Prince apresentou queixa por pirataria e já perdeu processos no passado (um deles contra The Pirate Bay, em 2007). Muito cioso do material que sai (ou pode sair) dos seus concertos e gravações, Prince contacta regularmente sites como o YouTube e Vine para retirarem vídeos seus. Ficou famosa uma declaração sua em que dizia que a Internet estaria morta em 2010.

No concerto que deu em Lisboa, no verão de 2013, as gravações eram proibidas e a segurança advertia quem tentava usar os smartphones para registar o momento.

E os fãs foram quem menos gostou da atitude do cantor, usando o site do cantor para mostrar o seu desgrado. "Isto é uma piada? Que dia negro na história do Prince", escreveu um deles. "Não é que ele precise do dinheiro", dizia outro.

Prince revelou na semana passada a intenção de realizar vários concertos em Londres o próximo mês, antes do lançamento do seu novo álbum, "Plectrum Electrum".

Outras Notícias

Outros conteúdos GMG