Vera Mantero apresenta "Uma horta em cada esquina"

"Uma Horta em cada esquina" é uma criação da bailarina e coreógrafa Vera Mantero e parte integrante do projeto "Mais Pra Menos Que Pra Mais", desenvolvido pela mesma artista. A partir de hoje e até domingo, entre a Culturgest e o Teatro Maria Matos, em Lisboa, há uma série de conferências, performances e concertos sobre o tema hortas urbanas.

Iniciado em dezembro de 2013, durante as celebrações dos 20 anos da Culturgest, o projeto "Mais Pra Menos Que Pra Mais" promove uma agricultura sustentável promotora da arte e da cultura em harmonia com o ritmo urbano.

"Queríamos dançar entre os legumes, desaguar entre raízes, fazer música para entusiasmar sementes, desenhar para ouvir plantas, trautear o seu crescimento, comer em frente à comida (quando ela ainda está na terra), falar para e a partir de hortícolas, dizer grandes textos no meio da horta, ter cenografias comestíveis (...) contrariar o comboio e ver a comida a crescer ao pé das nossas casas, em terrenos ociosos pelos quais passamos todos os dias, e entusiasmar outros a cultivá-la connosco", explica a bailarina e criadora da iniciativa no site da Culturgest.

Vera Mantero convidou também Rui Santos, arquiteto, e Elisabete Francisca, outra bailarina/coreógrafa/performer, com quem já tinha trabalhado no projeto "Oferecem-se Sombras", realizado a setembro de 2013, em Montemor-o-Novo. Neste "Uma Horta em cada esquina" contactaram agricultores urbanos e vários voluntários para criarem os espaços de que os três artistas necessitavam para as intervenções.

Foram criadas, nos últimos dois meses, quatro hortas. Em Entrecampos encontra-se a Horta Mandala, no Jardim no topo do edifício da Culturgest a Horta da Cobertura, no Jardim do Palácio Galveias a Horta Vertical das Galveias, no lago do jardim da Culturgest a Horta do Lago e no terreno que ladeia a Junta de Freguesia de Alvalade a Horta Súbita.

A iniciativa prevê ainda a realização de workshops para crianças, visitas guiadas aos espaços hortícolas, concertos, uma marcha do orgulho hortícola, dança, oficinas de desenho, um congresso no Teatro Maria Matos e ainda uma instalação de cinema nas montras e lojas do movimento dos comerciantes da Avenida Guerra Junqueiro, Londres e Roma.

Rui Santos revelou que "tudo isto, no fundo, pretende misturar plantas e pessoas. Pode comer-se, dançar-se, cantar-se, cuidar de pessoas, entre estas hortas", cita o Jornal I. Atores, bailarinos e músicos vão integrar toda a programação que pode consultar mais detalhadamente em culturgest.pt. "Mais para Menos Que para Mais" termina, no domingo, com a colheita dos produtos agrícolas e um piquenique onde serão usados esses mesmos legumes. Todos os eventos têm entrada livre.

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