Paulo Nozolino participa na exposição dos cem anos da Leica

O fotógrafo Paulo Nozolino vai participar na exposição "Augen Auf!", comemorativa dos cem anos da Leica, que irá mostrar 500 fotografias de autores como Robert Frank e Henri Cartier-Bresson a partir de 23 de outubro, na Alemanha.

A exposição faz parte de um conjunto de iniciativas para assinalar o centenário da invenção da primeira câmara fotográfica Leica, a histórica máquina que utilizou o filme de 35 milímetros e que veio revolucionar a fotografia.

A curadoria pertence a Hans-Michael Koetzle, que é também responsável pela publicação de um catálogo com o nome da exposição - "Augen Auf!" (Olhos Abertos!) - pela editora Kehrer, e onde o trabalho de Paulo Nozolino entrará, informou a Galeria Quadrado Azul, que representa o artista. Segundo a galeria, Nozolino será o único fotógrafo português contemporâneo representado.

Com cerca de 500 imagens, a exposição vai estar patente até 11 de janeiro de 2015 no Deichtor Hallen, Centro Internacional de Arte e Fotografia de Hamburgo, na Alemanha.

Esta grande exposição da Leica viajará depois para Berlim, Frankfurt, Munique e Viena. Alexander Rodchenko, Henri Cartier-Bresson, robert Capa, William Eggleston Christer Strömholm, Bruce Davidson, William Klein, William Eggleston, René Burri, Thomas Höpker e Bruce Gilden também vão apresentar fotografias, que abrangem desde o registo jornalístico, ao documental ou artístico.

O objetivo da organização é apresentar o trabalho de autores que se distinguiram pela forma como usaram as suas câmaras e criaram outras visões do mundo.

Nascido em Lisboa, em 1955, Paulo Nozolino vive e trabalha entre a capital portuguesa e Paris. Viveu em Londres nos anos 1970, e no final dos anos 1980 foi para Paris, cidade que se tornou a sua base até ao final da década de 1990, enquanto realizou uma série de viagens no Mundo Árabe e na Europa.

Regressou a Portugal em 2002, depois de Paris lhe ter dedicado uma exposição antológica -- intitulada "Nada" - na Maison Européenne de la Photographie. Em 2005, o Museu de Serralves, no Porto, apresentou outra antológica - "Far Cry" -, expondo pela primeira vez o trajeto de um fotógrafo português cujo trabalho é muitas vezes inspirado nos temas da morte, da destruição e da ruína no mundo.

Entre outros recebeu o Prémio Villa Médicis (1994), em França, o Grande Prémio Nacional de Fotografia (2006), pelo conjunto da obra, e o Prémio Sociedade Portuguesa de Autores (2013).

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