O dia em que Bill Murray recriou "Caça-Fantasmas"

Num festival dominado pelos feitos transformistas dos atores, Bill Murray é o primeiro destaque numa edição marcada pelas biografias

Depois do primeiro fim de semana, o Festival de Toronto começa a amealhar filmes com pretensões à temporada dos Óscares. Os estúdios de Hollywood e produtores independentes lançaram as suas cartadas com algum aparato. Pela reação da imprensa americana e canadiana e, também, pelos ecos do mercado (centenas de exibidores, distribuidores e vendedores) sabe-se já se este ou aquele título podem ter luz verde a nível de caça ao Óscar.

É aqui que tudo começa e a caminhada é longa, sobretudo a nível de marketing, mas talvez não seja precipitado concluir que um dos títulos que mais lucrou com as reações positivas foi St. Vincent, comédia da Weinstein Co. realizada pelo estreante Theodore Malfi, também conhecida como a comédia de Bill Murray. Uma espécie de cruzamento entre Rushmore - Gostam Todos da Mesma, de Wes Anderson, com Melhor é Impossível, de James L. Brooks, em que ficamos a conhecer a improvável relação entre uma criança de 12 anos e o seu vizinho sexagenário, um alcoólico viciado no jogo e numa prostituta russa. Murray é particularmente tocante numa personagem que ameaça ficar com estatuto de culto.

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.