Miró e Cézanne foram estrelas de leilão na Christie's

Joan Miró - com um quadro vendido por 20,5 milhões de euros - e Paul Cézanne - que rendeu 17,8 milhões - foram as estrelas do leilão ontem à noite na Christie's de Londres.

A pintura de Paul Cézanne Vue sur l'Estaque et le château d'If (1883-85)era a mais esperada da noite. Com uma estimativa de venda entre os oito e os 12 milhoes de libras, foi arrematada por 13,5 milhões de libras (17,9 milhões de euros) durante uma venda por licitação promovida pela leiloeira Christie's de Londres. Proveniente da coleção privada de Samuel Courtauld, este óleo sobre tela estava avaliado entre oito e 12 milhões de libras pela conhecida casa de licitação britânica.

Colocada no mercado pela primeira vez desse a sua aquisição em 1936, o quadro permaneceu na coleção do fundador do Instituto Courtauld de Londres até à sua morte, transitando de seguida para a Galeria Courtauld. Vue sur l'Estaque et le château d'If, com um formato vertical raro em Cézanne, data dos anos 1883-1885. Foi realizada durante uma das últimas visitas do pintor a L'Estaque, um porto a noroeste de Marselha, sul de França. As paisagens em torno da antiga vila de pescadores foram uma das grandes fontes de inspiração do pintor impressionista, à semelhança da montanha Sainte-Victoire, próximo de Aix-en Provence.

Já o quadro Women, Moon, Birds de Joan Miró (1950) surpreendeu ao tornar-se a peça mais cara do leilão - com um valor estimado entre os 4 e os 7 milhões de libras, foi vendida por 15,338 milhões de libras (20,510 milhões de euros) a um colecionador que preferiu manter-se no anonimato.

Outras obras de Miró, assim como de Modiggliani, Alberto Giacometti, Marc Chagall, Juan Gris, Henry Moore e René Magritte, entre outros, fizeram sucesso na sessão dedicada à arte moderna e impressionista e à arte surrealista. De tal forma que a Christie's anunciou que as vendas na noite chegaram aos 147 milhões de libras (194 milhões de euros) e que o leilão de arte surrealista terá sido primeiro a ultrapassar a barreira dos 100 milhões.

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