Coelho atrasado de Dacosta chegou a tempo de retrospetiva

A obra do pintor António Dacosta está em retrospetiva no Centro de Arte Moderna, em Lisboa, a partir de hoje.

O coelho a olhar para o relógio de bolso, com a frase "I"m Late (Estou atrasado)" é o cartão-de-visita da retrospetiva do pintor António Dacosta que pode ser vista a partir de hoje no Centro de Arte Moderna (CAM) da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. É um coelho que soa familiar. Remete para a Alice no País das Maravilhas e foi a partir de um desenho do pintor que nasceu o painel de azulejos que está na estação de metro do Cais do Sodré. Um trabalho que Dacosta não chegou a ver. O artista morreu a 2 de dezembro 1990, a estação foi inaugurado em 1998 (os esboços foram interpretados por Pedro Morais).

Esta exposição, que pode ser vista até 25 de janeiro de 2015, assinala o centenário do nascimento do pintor, a 3 de novembro de 1914, na freguesia de Santa Luzia de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira (lugar a que regressa sempre. "Quando está em Lisboa pinta os Açores e em Paris pinta o Sul [Lisboa]", nota o comissário da exposição, José Luís Porfírio, numa visita guiada.

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