Bienal de Arte de Veneza encerra hoje

A 55.ª Exposição Internacional da Bienal de Arte de Veneza, sob o tema "O Palácio Enciclopédico", encerra hoje após seis meses de exibição de 88 projetos artísticos nacionais, entre os quais o de Portugal, o cacilheiro "Trafaria Praia".

O certame, que constitui a mais antiga e importante bienal de arte contemporânea, foi dedicado ao tema geral "O Palácio Enciclopédico", e teve como vencedor, este ano, do Leão de Ouro, o Pavilhão de Angola, país que se estreou, tal como o Vaticano, as Bahamas, e as Maldivas.

Fontes da organização do Pavilhão de Angola e do Pavilhão de Portugal indicaram à agência Lusa que o primeiro recebeu 50 mil visitantes e o segundo, 100 mil.

A 55.ª Exposição Internacional da Bienal de Arte de Veneza encerra com uma conferência de imprensa prevista para as 11:00, com a presença do presidente do evento, Paolo Baratta, e Massimiliano Gioni, curador da mostra.

Durante a tarde haverá um encontro sobre "Museus e Bienais", com a presença de curadores e diretores de museus como Cristiana Collu, Alfredo Cramerotti, Bice Curiger, Abdellah Karroum, Achille Bonito Oliva, e Vicente Todolì.

"Luanda, Cidade Enciclopédica" foi o título do projeto de Angola, instalado num palácio que esteve encerrado nos últimos vinte anos.

O cacilheiro "Trafaria Praia", criado pela artista Joana Vasconcelos para representar Portugal na Bienal de Arte de Veneza 2013, regressa a Lisboa em dezembro com um programa de convites para ir à Colômbia, Monte Carlo, Macau e Estados Unidos, como adiantou a artista à agência Lusa.

O "Trafaria Praia" chegou a Veneza no final de maio, depois de cerca de duas semanas de viagem desde Lisboa, e foi oficialmente inaugurado ao público no dia 31 desse mês, atracado junto aos Giardini.

Antes da partida, ainda em Lisboa, o "Trafaria Praia" foi alvo de um restauro no estaleiro da Navaltagus, no Seixal, e de uma transformação no interior, e no exterior, concebida pela artista para esta 55.ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza.

O barco foi coberto no exterior com uma faixa de azulejos que mostram uma vista panorâmica de Lisboa, e o interior foi revestido a cortiça, material também usado para mobiliário do barco.

Também no interior, a artista criou uma intervenção em têxteis em tons de azul e branco, semeados de pontos de luz.

A viagem de regresso a Lisboa, disse Joana Vasconcelos à agência Lusa, pode demorar de 14 a 20 dias, e será feito nos mesmos moldes que a ida, rebocado por um navio.

Ler mais

Exclusivos