China exclui imagens de Mao na exposição de Warhol

A exposição do pintor americano, a acontecer na China no próximo ano, contará com mais de 300 pinturas, fotografias e filmes, não estando, no entanto, incluída a famosa serigrafia inspirada no líder comunista Mao Tse-tung.

Várias das obras mais icónicas do pintor vão estar presentes na exposição, como as latas de sopa Campbell, Marylin Monroe e Jackie Kennedy, no entanto, Pequim optou por excluir as pinturas de Mao, avança o site do jornal espanhol 'ABC'.

Eric Shiner, diretor do museu de Andy Warhol, em Pittsburgh, afirmou: "Eles disseram que a obra de Mao não ia funcionar", acrescentando: "É dececionante, porque a sua imagem é muito corrente na arte contemporânea chinesa".

No entanto, os fãs de Warhol podem ver a serigrafia de Mao, conhecido como 'O Grande Timoneiro' da revolução, na exposição 'Andy Warhol: 15 Minutes Eternal', em Hong Kong.

Quase quatro décadas depois da morte de Mao Tse-tung, a China ainda não está preparada para a representação do revolucionário ao estilo da Pop-art. Os retratos do comunista são das obras mais famosas de Warhol, criados depois da visita histórica do então presidente Richard Nixon à China, em 1972. Ainda assim, Pequim decidiu censurar os dez retratos, que podem agora ser vistos em Hong Kong, até 31 de março, notícia o site da revista norte-americana 'Time'.

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