"Ainda não consegui habituar-me: Cate Blanchett abraça-me e sabe o meu nome"

Em "Verdade", Elisabeth Moss é Lucy Scott, uma investigadora incansável que se junta a uma equipa de jornalistas que tentam encontrar possíveis irregularidades levantadas pelos registos militares da época do Vietname do então candidato presidencial George W. Bush, em 2004

Escrito e dirigido por James Vanderbilt (Zodíaco), Verdade, que se estreou no Festival de Cinema de Toronto e nesta quinta-feira, dia 7 de abril, chega às salas de cinema portuguesas, apresenta um elenco de estrelas liderado por Cate Blanchett no papel de Mary Mapes, a veterana produtora de informação de televisão, e Robert Redford como Dan Rather, o seu adorado pivô.

Baseado no livro de Mapes Truth and Duty: the Press, the President and the Privilege of Power (Verdade e Dever: a Imprensa, o Presidente e o Privilégio do Poder), o filme de Vanderbilt segue o trabalho de investigação por trás da malfadada história do programa 60 Minutes sobre a folha de serviço de Bush na Guarda Aérea Nacional do Texas e as subsequentes repercussões sobre a sua veracidade que levaram ao despedimento da produtora e à demissão do próprio Rather.

No seguimento da última temporada de Mad Men (e da sua vitória nos Globos de Ouro de 2014 com Top of the Lake), Verdade é um dos seis filmes recentemente concluídos em que Moss participa. Entre eles: High-Rise (adaptado do romance de J.G. Ballard), o drama Meadowland (com Olivia Wilde e Luke Wilson), Queen of Earth, de Alex Ross Perry (Listen Up Philip), The Seagull (com Saoirse Ronan, Annette Bening e Corey Stoll) e The Free World, a estreia na realização de Jason Lew.

Falámos com Elisabeth Moss sobre o seu trabalho em Verdade, em Los Angeles.

O que a atraiu inicialmente em Verdade?

Quando recebemos um argumento para ler, ele vem com um e-mail que diz quem é o realizador, o argumentista, os produtores e se já há algum elenco contratado. O texto deste e-mail tinha os nomes Cate Blanchett e Robert Redford. Eu pensei logo: "Oh meu Deus, sim... Não me interessa o que é. Sim, claro que sim. Eu vou fazer isto." Claro que depois li o argumento e descobri esta história incrível.

Qual a razão para revisitar esta história e porquê agora?

Acho que há muitas pessoas que não a conhecem. Quer dizer, eu não a conhecia bem, pelo menos os bastidores, tudo o que estava por trás e que é fascinante. O filme é na verdade sobre isso. É sobre Mary Mapes, a personagem de Cate e o seu relacionamento com Dan Rather. Como eles investigaram essa história e, em seguida, as repercussões depois de ela ter ido para o ar.

Fale-nos sobre a sua personagem, Lucy Scott, e o papel que ela desempenhou.

Lucy Scott era professora de jornalismo e jornalista de investigação que fazia parte da equipa que Mary Mapes, a personagem de Cate, reuniu. Pessoalmente, eu não fazia ideia da quantidade de trabalho que envolve preparar uma história como esta. É basicamente trabalho de detetive... Há entrevistas, telefonemas, pesquisa em documentos, tudo o que é preciso fazer a fim de nos certificarmos de que uma história é tão fidedigna quanto possível.

Conheceu Lucy Scott pessoalmente?

Não. Limitei-me a ler o livro (Truth and Duty , de Mary Mapes). Não tencionava desempenhar o papel de Lucy Scott em termos de me parecer com ela, falar como ela ou qualquer coisa do género... Para mim e para Topher Grace e Dennis Quaid [que desempenham o papel dos colegas pesquisadores de Moss], tinha que ver apenas com captar algumas das coisas que eram essenciais sobre eles como pessoas... Lucy é apresentada no livro de Mary Mapes como uma pessoa muito inteligente, sensata, amável. Para mim, o que era importante era retratar a sua essência.

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( C ) FilmNation

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