A segurança nos festivais mudou. Agora os polícias andam fardados

Porta-voz da PSP confirma que as mudanças na segurança passam por ver mais polícia no recinto

Falar de segurança era inseguro e até 2017, os promotores de festivais em Portugal preferiam não falar sobre o assunto. Este ano, Luís Montez anunciou reforço, outros festivais fizeram o mesmo e a PSP anunciou um reforço nas revistas de pessoas e bens à entrada. No festival Super Bock Super Rock (SBSR), a decorrer esta quinta-feira, sexta e sábado, no Parque das Nações, os agentes andam fardados no recinto.

"Alterámos um pouco o paradigma", confirma Hugo Abreu, porta-voz da Polícia de Segurança Pública. "Este é um festival police friendly", afirma, a propósito dos polícias fardados que os festivaleiros vão poder ver entre a pala do Pavilhão de Portugal e o Meo Arena, os locais onde decorrem os concertos. "As pessoas andam preocupadas com o que se passa na Europa e no mundo e fazemos tudo para que se sintam em segurança cá dentro", numa referência aos atentados terroristas ocorridos na sala de espetáculos Bataclan, em Paris, e junto a uma arena, em Manchester, após o concerto da norte-americana Ariana Grande.

A entrada sem bebidas "foi uma exigência do promotor", referiu ainda o subcomissário da PSP. "Uma garrafa de água arremessada, mesmo sem tampa, pode fazer ferimentos", notou.

As revistas e entradas decorreram de forma mais lenta, admite Hugo Abreu, mas, dentro das expectativas, considera que foram feitas no tempo devido. "Por ser uma banda dos anos 90, esperamos um público mais velho, que já trabalha, e chegadas entre as 18.00 e 20.00. Tentamos que as entradas decorressem no mínimo tempo possível".

Centenas de agentes, "e de diversas valências", segundo Hugo Abreu, foram mobilizados para cada um dos três dias do festival. Da divisão de trânsito que controla as ruas do Parque das Nações, adjacentes ao festival, à Investigação Criminal.

Nas primeiras horas, foi registada uma ocorrência por posse de droga, único evento digno de registo até às 20.00.

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