A palavra espalhada pela capital até domingo

Entre concertos, debates e poesia, a palavra vai estar espalhada pela Rua Nova do Carvalho, no Cais do Sodré, em Lisboa, desde hoje até ao próximo domingo, na 5.ª edição do festival Lisboa Capital República Popular (LCRP).

A programação tem início com o concerto Canções da Ditadura no Brasil, que conta com vozes como Márcia e Jorge Palma.

Amanhã, o debate A Palavra na Rua contará com as intervenções do rapper Chullage, do escritor Miguel-Manso e do artista Miguel Januário. Mais tarde, uma competição da palavra dita, com a presença de Alexandre Francisco Diaphra.

No sábado, o tema do debate é O Silêncio e a Censura, com participações da realizadora Raquel Freire, da historiadora Irene Pimentel e do jornalista José Vítor Malheiros.

O concerto de sábado, Canto Livre, a cargo de nomes como Manuel Fúria, Tomás Wallenstein e Diego Armés, convida os artistas a interpretarem alguns temas.

A encerrar o festival, uma exibição ao ar livre do filme Couraçado Potemkin, de Sergei Eisenstein, musicado ao vivo por Rodrigo Amado Eye, onde o saxofone de Amado se junta ao contrabaixo de Hernani Faustino e ao piano de Rodrigo Pinheiro.

No âmbito do LCRP foi lançado um jornal gratuito, dirigido pelo jornalista João Pacheco e com o contributo de personalidades como o realizador Miguel Gonçalves Mendes e o escritor Rui Zink. Com uma tiragem de 11 mil exemplares, o jornal está disponível em vários pontos da cidade.

Os espetáculos têm entrada livre, havendo a possibilidade dos espectadores adquirirem um bilhete facultativo. Os debates decorrem às 19.00, no Povo, e os concertos às 22.00, no Musicbox.

Exclusivos

Premium

Nuno Severiano Teixeira

"O soldado Milhões é um símbolo da capacidade heroica" portuguesa

Entrevista a Nuno Severiano Teixeira, professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa e antigo ministro da Defesa. O autor de The Portuguese at War, um livro agora editado exclusivamente em Inglaterra a pedido da Sussex Academic Press, fala da história militar do país e da evolução tremenda das nossas Forças Armadas desde a chegada da democracia.

Premium

Ferreira Fernandes

A angústia de um espanhol no momento do referendo

Fernando Rosales, vou começar a inventá-lo, nasceu em Saucelle, numa margem do rio Douro. Se fosse na outra, seria português. Assim, é espanhol. Prossigo a invenção, verdadeira: era garoto, os seus pais levaram-no de férias a Barcelona. Foram ver um parque. Logo ficou com um daqueles nomes que se transformam no trenó Rosebud das nossas vidas: Parque Güell. Na verdade, saberia só mais tarde, era Barcelona, toda ela.