800 mil euros para terminar requalificação da Casa do Passal

O ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, lança sexta-feira a última fase da requalificação da Casa do Passal, em Cabanas de Viriato, no concelho de Carregal do Sal, que pertenceu ao antigo cônsul Aristides de Sousa Mendes.

Segundo o Ministério da Cultura, a segunda e última fase de requalificação e musealização da Casa do Passal - que era do antigo cônsul português em Bordéus, que salvou milhares de judeus durante a II Guerra Mundial - representa um investimento global de 800 mil euros.

A casa foi alvo de uma primeira intervenção em 2014, ao nível das paredes exteriores e da cobertura. Na intervenção agora prevista "será dado o arranque definitivo para a obra final de requalificação e musealização", garante.

Luís Filipe Castro Mendes desloca-se na sexta-feira de manhã à Casa do Passal, onde serão assinados os documentos que definem a cooperação entre a Fundação Aristides de Sousa Mendes, a Câmara de Carregal do Sal e a Direção Regional de Cultura do Centro.

O município será o dono e fiscal da execução técnica da obra, cujo montante global é de 800 mil euros, dos quais 120 mil são do erário municipal.

De acordo com o Ministério da Cultura, "logo que o processo de financiamento comunitário seja concluído, serão lançados os concursos para as empreitadas".

A Casa do Passal foi declarada Monumento Nacional em 2011. Por lá passaram e foram acolhidos muitos refugiados que fugiam dos nazis durante a II Guerra Mundial.

Em agosto de 2015, depois de concluída a primeira fase das obras da Casa do Passal, o então secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, apelou às entidades relacionadas com a memória de Aristides de Sousa Mendes para que se juntassem para definirem um projeto que permita abri-la ao público até 2018.

Depois de concluída uma primeira fase das obras, orçadas em 400 mil euros, ficou a garantia de verbas do quadro comunitário até 2020 para a recuperação do seu interior e a sua musealização.

Na altura, Jorge Barreto Xavier explicou que "o Governo decidiu, em articulação com o município de Carregal do Sal", deixar 800 mil euros alocados para o prosseguimento das obras.

"Agora, o que é preciso é que a Fundação Aristides de Sousa Mendes, que é privada, e as entidades envolvidas se juntem e garantam que a memória e o exemplo de Aristides de Sousa Mendes se projete a nível local, regional, nacional e internacional", frisou nesse dia.

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