500 milhões: Esta pode ser a coleção privada de arte mais cara de sempre

A Sotheby's leva à praça as pinturas do seu ex-chairman e protagonista de um escândalo que o levou à prisão, Alfred Taubman

As 500 obras que compõem a coleção de arte deixada pelo magnata Alfred Taubman vão ser leiloadas pela Sotheby's, leiloeira de que ele, que morreu em abril de 2015, foi chairman.

Não só se espera que a venda total dos quatro leilões a realizar renda 500 milhões de dólares (cerca de 455 milhões de euros), como a foi a própria leiloeira que, segundo o New York Times, garantiu à família atingir esse valor. Se assim for, a coleção de Taubman torna-se na coleção privada de arte vendida em leilão pelo preço mais alto de sempre.

Na coleção reunida ao longo de mais de 50 décadas contam-se artistas desde a época dos chamados grande mestres à contemporaneidade, num rol de nomes que vai de Raphael a Edgar Degas, Henri Matisse, Pablo Picasso, Georges Braque, Toulouse-Lautrec, Martin Johnson Heade, Winslow Homer, Jackson Pollock ou Willem de Kooning.

Serão quatro os leilões em Nova Iorque que põem à venda a coleção até aqui nunca exposta publicamente. O primeiro realiza-se hoje sob o título "Masterworks"(algo como "grandes obras", ou "obras-primas") e reunirá, por exemplo, Femme Assisse Sur Une Chaise (1938), de Pablo Picasso, estimada entre 25 milhões e 30 milhões de dólares (cerca de 23 milhões e 27 milhões de euros) ou Paulette Jourdain (1919), de Amadeo Modigliani.

Segue-se o leilão de arte contemporânea, amanhã dia 5, e dia 18 o de arte americana. 27 de janeiro é dia dos "grandes mestres" antigos.

Alfred Taubman, que terá adquirido estas pinturas não para fins comerciais, mas para que figurassem nas paredes das suas casas de Palm Beachs, Nova Iorque ou Southampton, esteve preso durante 10 meses depois de ser considerado culpado em 2002 num esquema de ajuste de preços com a Christie's.

Depois desse caso, que gerou um escândalo no setor, em 2005 Taubman vendeu a sua parte de sócio maioritário na Sotheby's.

Notícia corrigida às 16.50: Alfred Tauman morreu em abril de 2015

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