Num debate de urgência sobre Segurança, pedido pelo PSD, o social-democrata Fernando Negrão acusou o Governo de "se esconder" e de "desaparecer de cena quando é notório o aumento da criminalidade violenta"..Luís Montenegro, do PSD, exigiu ao ministro da Administração Interna, Rui Pereira, que divulgasse o relatório de Segurança Interna, uma vez que já tinha até apresentado a estratégia para 2009..Mais longe foi o deputado e líder do CDS-PP Paulo Portas, que acusou o ministro de já conhecer os números e de os reter porque "está à espera de um dia qualquer discreto para os pôr cá fora".."Um aumento da criminalidade grave e violenta num só ano implica outra estratégia", defendeu Portas, exigindo ainda mudanças à legislação penal, que considerou permissiva, uma exigência da qual o PSD se demarcou, com o deputado do PSD Fernando Negrão a afirmar que o problema não está nas leis mas na operacionalização e articulação, que dependem do Governo. .Na resposta, o ministro Rui Pereira afirmou que não conhece ainda os números da criminalidade de 2008, e que o relatório, que legalmente tem que se divulgado até 31 de Março, será apresentado "dentro de dias", pedindo calma aos deputados. .Rui Pereira acusou o PSD "de ter uma atitude infantil" face às questões da Segurança, afirmando que "todos acham que a criminalidade é má". .O ministro rejeitou que tenha apresentado a estratégia de Segurança Interna "sem conhecer a realidade", frisando que os números do primeiro semestre são suficientes para "indicar a tendência da criminalidade violenta", que é, disse, a "primeira prioridade das políticas do Governo". .Rui Pereira defendeu que não há razão para a estratégia de Segurança ser apresentada só depois do relatório do ano anterior e afirmou esperar que, em anos futuros, seja apresentada logo em Janeiro..CDS-PP, PSD e PCP confrontaram o Governo com as recentes críticas do autarca de Lisboa e ex-ministro da Administração Interna António Costa à falta de estratégia "no que toca ao policiamento de proximidade"..Numa reunião descentralizada da autarquia, António Costa recordou que a câmara tomou posição junto do Governo e do Ministério da Administração Interna manifestando "preocupação pela indefinição de estratégia" no que toca ao dispositivo policial na capital e em particular, no esquema de policiamento de proximidade. .O autarca socialista defendeu mais agentes para o policiamento de proximidade e contestou o encerramento de esquadras por razões de "falta de segurança ou insalubridade das instalações".."Quando António Costa critica Rui Pereira e quando Rui Pereira não sabe o que fazer aos erros cometidos por António Costa, vê-se que nem os senhores acreditam naquilo que estão a fazer", ironizou Paulo Portas.