O jazz de 'João' ouve-se hoje à noite em Faro

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Espectáculo viaja entre o mais recente álbum e uma revisão de carreira

Maria João, uma das mais reconhecidas vozes do jazz português, volta a levar ao palco o disco João, "tributo à música brasileira", hoje, no Teatro Municipal de Faro, quando o espaço algarvio cumpre o seu segundo aniversário (início às 22.00, bilhetes a 15 euros). Mas vai confirmando: "É apenas mais uma parte do jazz pelo qual continuo apaixonada."

Cedo fugiu aos "clássicos" do jazz para procurar outras formas de expressão mais livres, as mesmas que a acompanham hoje: "Não há uma verdade absoluta. Há regras básicas e depois tudo depende da pessoa. Continuo a ser pouco rígida. Parto do jazz para outras aventuras." E no palco encontra o seu "laboratório ideal, para baralhar tudo um pouco mais". Maria João acabou por seguir as orientações da Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal. "Será sempre uma referência. Porque revela caminhos e influências à sua volta. Não percebo os limites que alguns 'puristas' tentam impor ao jazz. Simplesmente não existem."

Tal como no jazz em português, cada vez mais desafiante "Criou-se o hábito de construir agendas confiando também no potencial do jazz." Porque a oferta é "cada vez maior" e a qualidade dos músicos é "indiscutível". São os festivais de jazz os principais agentes por esta dinâmica. Contudo, Maria João lembra que "por vezes há alguma obsessão por nomes estrangeiros, esquecendo os portugueses. É uma questão de opções mas revela algum pedantismo. Um cartaz com muitos músicos estrangeiros e apenas um nacional? Talvez fosse necessário algum proteccionismo", afirma.

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