César diz que governa com qualquer maioria

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Açores. Sete dos oito candidatos às regionais confrontaram-se num debate

Costa Neves considerou o debate um 'simulacro da democracia'

O líder do PS/Açores, Carlos César, garantiu ontem que governa com qualquer tipo de maioria, alegando que aceita o mandato que os açorianos lhe conferirem nas eleições regionais de domingo.

O dirigente socialista açoriano falava aos jornalistas depois da gravação do único debate eleitoral que foi transmitido ontem à noite pelo serviço público de rádio e televisão, um formato que mereceu muitas críticas do líder do PSD/Açores, Carlos Costa Neves.

Após o debate com sete dos oito líderes regionais, Carlos César assegurou que, caso ganhe as legislativas regionais, governa "de acordo com o mandato que for conferido pelos açorianos".

"Não faço exigências nem chantagem com os açorianos", salientou o líder dos socialistas das ilhas, que se candidata a um quarto mandato no Governo da região autónoma, depois de ter chegado ao poder em 1996.

Carlos César reconheceu, porém, que a maioria absoluta "é uma forma de governo mais segura, que garante maior estabilidade" política e social.

"Nós temos, nesta eleição, um caso muito evidente em que a opção pela maioria absoluta deve ser, preferencialmente, tomada pelos açorianos", disse o presidente do PS/Açores, que se comprometeu a "respeitar o mandato" atribuído no próximo domingo.

Esse respeito inclui, também, uma eventual derrota nas eleições, admitiu Carlos César, ao salientar que, se os eleitores decidirem que deve ir para a oposição, é nesta condição que cumpre este "dever".

Questionado sobre o futuro do Estatuto Político-Administrativo dos Açores, um dos assuntos que esteve em discussão no debate de hora e meia, Carlos César salientou que a bancada socialista vai confirmar a proposta que seguiu para Belém.

No caso do veto político, recentemente admitido pelo Presidente da República, a Assembleia da República tem sempre a possibilidade de confirmação do diploma, por maioria simples.

"Não faria sentido o PS, até agora, insistir numa norma que, na última fase do processo, retiraria", realçou o dirigente socialista. De seguida, foi interrompido pelo protesto do líder do PSD/Açores que se insurgiu contra o "simulacro de democracia" que considera ter sido o debate.

Em declarações após o debate, Costa Neves disse que este constituiu "uma série de sete monólogos consecutivos entre pessoas que até se portaram bem".

"Não houve nenhum contraditório, não houve nenhuma clarificação, não houve oportunidade para debater ideias, o que é o dia-a-dia nos Açores", alegou o líder dos sociais-democratas açorianos. LUSA

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