O combate com Alfonso Urquiza, que decorreu em Cambrils, a cerca de dez quilómetros de Tarragona, teve banda sonora espanhola com dezenas de pessoas a 'puxarem' pelo judoca espanhol, mas o resultado final foi 'pintado' de verde e vermelho: Anri Egutidze, de 22 anos, venceu o bronze na categoria de -81 kg. .Antes de sair do tatâmi e de subir ao pódio, o judoca que representa o Sporting e chegou a Portugal em 2010 para se reencontrar com o pai, Gia Egutidze, que trabalhava em Lisboa desde 2000 apontou para o símbolo português gravado no kimono e saudou José Manuel Constantino, presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP)..Já aos jornalistas disse que "já sabia que o combate pelo bronze não ia ser fácil porque ia lutar com um espanhol", o que implicaria, enumerou, "lutar contra o espanhol, contra o público, contra o treinador e quem sabe contra os árbitros". .Mas o "sentir que tinha a obrigação de dar uma medalha a Portugal" não o deixou desistir.."Chegou a uma altura em que pensei, tenho de projetar ou vai ser derrota. E eu não gosto de ganhar por castigos. Então projetei e correu bem", disse Anri Egutidze, dizendo-se "agradecido" por ter participado "numa competição de bom nível e com atletas fortes" e que lhe permitiu estar perto da família..É que, coincidências, o pai do medalhado português trabalha agora em Tarragona ao serviço de uma empresa portuguesa, enquanto Anri Egutidze vive no Centro de Estágio do Jamor, em Oeiras, a cerca de 10 quilómetros de Lisboa.."Esteve aqui [pavilhão de Cambrils] o dia todo. Estava nervoso e agora está feliz", descreveu o judoca, confessando que "queria ir além do bronze". ."Portugal deu tudo por mim para que eu conseguisse chegar a este nível. Agradeço a Portugal porque não me sinto como um estrangeiro em Portugal. Estou feliz. Este grupo é como se fosse uma família e sinto-me como português", resumiu..Sobre futuros objetivos, Anri Egutidze apontou que vai competir o campeonato do mundo em setembro e que "pensa muito" nos Jogos Olímpicos Tóquio2020, isto antes de correr para o exterior do ringue porque faltava mostrar a medalha ao pai, esse mais tímido perante as câmaras do que o filho.."Orgulho", "feliz" e "obrigado" foram as palavras repetidas por Gia Egutidze, num português com acentuado sotaque georgiano que nem o trabalho na construção civil ora em Portugal, ora em Espanha, eliminou..Esta é a 13.ª medalha portuguesa nos Jogos do Mediterrâneo, competição na qual Portugal se estreia com 232 atletas em 29 modalidades.