Salazar da SIC caiu na banheira e não da cadeira

Estreia. A SIC emite hoje, às 21.40, o primeiro de dois episódio da minissérie 'A Vida Privada de Salazar'. A produção, baseada em pesquisa "séria e profunda", visa revelar o lado mais secreto do homem que liderou com pulso de ferro Portugal entre 1932 e 1968, e que se dizia casado com a Nação

Mulheres revelam uma faceta menos austera e pouco casta do ditador

Afinal Salazar não caiu de uma cadeira de madeira, lona, ou qualquer outro material, no terraço do Forte de Santo António, no Estoril, em Julho de 1968. O ditador que governou Portugal durante mais de 40 anos "caiu na banheira, sendo essa cena que faz arrancar a minissérie", conta ao DN Jorge Queiroga, realizador de A Vida Privada de Salazar, que a SIC estreia hoje, às 21.40.

Explicando tratar-se da reconstituição de um facto real e não de uma cena ficcionada, Jorge Queiroga revela que a mesma se deve ao trabalho de pesquisa da dupla Pedro Marta Santos e António Costa Santos. Além de muita pesquisa cruzada, baseámo-nos no relato de uma pessoa, ainda hoje viva, que assistiu a tudo e que acompanhou Salazar da casa de banho até à cama, mas que pediu para não ser revelada, o que nós respeitámos", conta o realizador.

É pois nesta fase de doença e debilidade que Salazar, 79 anos, da minissérie da SIC, faz uma analepse à sua vida, sobretudo amorosa. Felismina, Julinha, Maria Emília, Hermínia, Christine Garnier, Carolina e a sempre fiel governante dona Maria aparecem desde cedo para revelar uma vida secreta, uma vida de paixões e menos austera e casta quanto se pensava.

"Filmámos na casa de banho onde tudo realmente se passou", revelou ainda Jorge Queiroga, acrescentando que a secretária, a sala, o telefone era aquele que Salazar usou.

Esta minissérie de dois episódios de 90 minutos cada (o 2.º passa amanhã à noite), à qual se seguirá um filme, em Abril, é produzido por Manuel S. Fonseca, da VC Filmes. Para a SIC representa o investimento numa estratégia de "criar eventos televisivos relevantes".

A série termina com Salazar a afastar-se numa praia, deixando as botas em primeiro plano. Na vida real, na sequência da queda foi operado (Setembro de 1968), para extracção de um hematoma, vindo a morrer dois anos depois.

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