Ataque a creche na Bélgica mata dois bebés e um adulto

Crime. A meio da manhã de ontem, um indivíduo de 20 anos entrou num infantário da Flandres, a 30 quilómetros de Bruxelas. De imediato, subiu ao piso onde se concentravam as crianças com menor idade e começou a esfaqueá-las. Atacou também alguns funcionários. Só foi preso uma hora depois

Assassínio deixou todo o país em estado de choque

Dois bebés e uma funcionária de um infantário na Bélgica foram ontem assassinados por um homem armado com uma faca, deixando o país em estado de choque. Mais 12 pessoas, entre crianças e funcionárias, ficaram feridas, algumas em estado grave, em resultado do ataque sangrento numa pequena localidade da Flandres, Sint-Gillis-bij-Dendermonde, a 30 quilómetros de Bruxelas.

O homem deixou a creche após o ataque com uma arma branca na mesma bicicleta em que havia chegado, "calmamente", disseram algumas testemunhas. Acabou por ser detido uma hora mais tarde, numa localidade vizinha, depois de as autoridades terem mobilizado uma operação policial composta por carros-patrulha e um helicóptero.

À chegada à creche, explicou uma fonte policial ao DN, o homem encontrou a porta aberta e tratou imediatemente de subir as escadas que o conduziram à ala do jardim de infância onde se encontravam as crianças mais pequenas, até aos 12 meses, e começou a desferir facadas em muitos bebés. "Depois", contou mais tarde o procurador do Rei, Christian Du Four, o atacante "dirigiu-se a uma outra ala e repetiu os actos", onde estavam crianças entre os dois e os três anos.

Ali mesmo, uma das crianças e uma funcionária perderam a vida. A terceira vítima faleceu a caminho do hospital.

Na altura, estavam seis funcionárias e 21 crianças com idades compreendidas entre os zero e os três anos no infantário Fabeltjesland. Só três das educadoras e oito crianças escaparam ilesas. "Havia sangue por todo lado. Um verdadeiro massacre", contou aos jornalistas um funcionário da Câmara Municipal de Dendermonde, Théo Janssens.

O porta-voz do hospital de Dendermonde explicou que a maioria das vítimas estavam gravemente feridas, tendo anunciado mais tarde que teriam sido distribuídas por seis hospitais da região para serem submetidas a intervenções cirúrgicas.

As crianças que não sofreram ferimentos foram transferidas para um centro de acolhimento onde encontraram as famílias. O burgomestre da cidade de Dendermonde, Piet Buys, que se deslocou ao local do crime ainda durante a manhã de ontem, disse que as crianças e os funcionários que escaparam estavam "em estado de choque" e que já estariam a receber tratamento psicológico.

Sint-Gillis-bij-Dendermonde é uma pequena cidade com 13 mil habitantes, geograficamente no centro do triângulo que liga Bruxelas, Antuérpia e Gent. Na segunda-feira, a mesma localidade será palco dos funerais das três vítimas mortais de um ataque que, até agora, ninguém sabe explicar.

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