Monumento homenageia jornalistas mortos

Londres. Escultura foi inaugurada pela ONU e situa-se no edifício da BBC

Estima-se que morreram dois jornalistas por semana em 10 anos

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, inaugurou ontem em Londres uma estrutura de cristal, desenhada pelo artista espanhol Jaume Plensa, em memória dos jornalistas de todo o mundo que morreram no exercício da sua profissão, noticia o El Mundo.

Breathing é o nome da escultura, feita em vidro e aço, com 10 metros de altura, montado sobre o edifício da BBC, no centro da capital britânica, a poucos passos do Oxford Circus. O monumento é acompanhado por um poema, Memorial, escrita pela ex-correspondente de guerra James Fenton, e emite luz todas as noites durante o principal espaço informativo da estação britânica, emitido às 21.00 GMT. Esta escultura é dedicada a todos os profissionais do meio: jornalistas, tradutores e condutores de veículos que faleceram no desempenho da sua profissão.

Estima-se que, nos últimos 10 anos, tenham sido mortos dois correspondentes de guerra em cada semana, acrescido a muitos outros profissionais do sector que perderam a vida devido à cobertura de casos de corrupção.

A inauguração do monumento surge alguns dias depois da morte de dois correspondentes da BBC, Adul Samad Rohani e Nasteh Dahir Faraah, no Afeganistão e Somalia, respectivamente. Rodney Pinder, director do International News Safety Institute, que defende a segurança dos jornalistas, assinalou que estas pessoas são "heróis da democracia", pois "sem liberdade de imprensa não pode haver liberdade". "Este feixe de luz na capital do jornalismo internacional é uma memória visual do seu sacrifício", diz o responsável.

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