Príncipe saudita recebeu suborno de britânicos

Grupo de defesa terá pago 1,8 mil milhões de euros ao príncipe Bandar

Em 1985, a Arábia Saudita chegou a acordo com o maior grupo de defesa britânico, a BAE Systems, para a venda de mais de cem aviões de guerra e outro equipamento militar. Um negócio no valor de 63 mil milhões de euros que, segundo revelaram ontem a BBC e o The Guardian, pressupôs também o pagamento secreto, durante mais de dez anos, de um total de 1,8 mil milhões de euros ao príncipe Bandar, na altura embaixador da Arábia Saudita nos EUA. Uma soma desembolsada com o conhecimento do Ministério da Defesa britânico.

O pagamento era efectuado de três em três meses através das contas da embaixada em Washington, que na prática eram utilizadas para gastos privados do príncipe, como a manutenção do seu avião privado. A BAE diz que sempre actuou ao abrigo da lei, sem dar mais indicações. De facto, os pagamentos só serão ilegais se tiverem continuado depois de 2001, ano em que Londres aprovou uma lei que considera crime o suborno a representantes estrangeiros.

A verba entregue ao príncipe, hoje líder do conselho de segurança nacional, foi descoberta durante uma investigação do gabinete antifraude. Esta foi contudo interrompida, em Dezembro de 2006, pelo Ministério da Justiça, em nome do interesse do país. Segundo a imprensa, a Arábia Saudita ameaçava anular um novo contrato, para a compra de caças Eurofighter, se os seus dirigentes fossem postos em causa.

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