Queer Lisboa arranca hoje à noite nas salas do São Jorge

O Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa, que começa hoje e se prolonga até dia 22 no Cinema São Jorge, adopta este ano, na sua 11.ª edição, a designação Queer Lisboa, menos extensa, mas mais abrangente. A sua responsabilidade é clara, como bem o frisam as palavras do director João Ferreira: "Exibir importantes propostas cinematográficas, retrato e consequência das diversas realidades sociais das comunidades e indivíduos queer de todo o mundo, não acessíveis ao grande público."

Este ano, o Queer Lisboa apresenta algumas novidades. Para além de prosseguir a sua aposta nas secções competitivas para Melhor Longa- -Metragem, Melhor Documentário e Melhor Curta-Metragem, o festival apresentará uma retrospectiva dedicada a um conjunto de filmes de expressão marcadamente queer que o realizador português Óscar Alves realizou entre 1975 e 1978, em "Panorama de uma Cinematografia Gay Portuguesa dos Anos 70". Outra das novidades é a secção Queer Pop, consagrada às expressões queer na música, e no âmbito da qual serão apresentados dois documentários, bem como três programas de telediscos.

Paralelamente à programação central, destaque-se ainda o Panorama de Curtas-Metragens, secção dedicada a um conjunto de curtas de produção anterior a 2006. Haverá também uma sessão especial em que será exibido The Blossoming of Maximo Oliveros (2005), um dos maiores êxitos no circuito dos festivais queer internacionais de 2005 a 2006.

No âmbito de outra das responsabilidades do Queer Lisboa, que é a de promover a reflexão sobre temas suscitados pelas narrativas e estéticas cinematográficas queer, o festival organizará três debates. Um sobre as personagens homossexuais na ficção televisiva portuguesa; outro intitulado "Uma Cinematografia Gay Portuguesa dos Anos 70", a propósito da retrospectiva do cinema de Óscar Alves; e ainda, motivado pelo filme de encerramento (The Picture of Dorian Gray, de Duncan Roy), o debate "Flores Verdes, ou a importância de se chamar Wilde", onde se falará da influência do escritor irlandês no cinema e na cultura pop.

A cerimónia de abertura terá lugar hoje, pelas 21.00, com a apresentação das secções competitivas e do júri internacional, a que se seguirá a projecção do filme brasileiro A Casa de Alice, de Chico Teixeira. A actriz Cucha Carvalheiro é a presidente do júri para a Melhor Longa-Metragem. Já o júri para o Melhor Documentário tem como presidente a realizadora Ana Luísa Guimarães.

Há ainda espaço para um mercado de livros e DVD, bem como uma série de festas. Mais informações no site www.lisbonfilmfest.com, ou no blogue queerlisboa.blogspot.com.|

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