'Lobos' emigram tentados pelo profissionalismo

O bom desempenho de Portugal no recente Mundial de França levou a que sete dos 30 jogadores que integraram a selecção nacional - quatro portugueses e três argentinos naturalizados - se transferissem, neste início da época, para o estrangeiro, juntando-se assim a Gonçalo Uva, que vai na sua segunda época no Montpellier, do Top 14 francês.

À semelhança de selecções como Argentina, Roménia ou Geórgia, nas quais quase a totalidade dos seus jogadores alinham fora do país, o facto de um significativo número de elementos passarem a contactar, diariamente, com uma realidade profissional bem distinta da vivida em Portugal, só poderá trazer benefícios para a nossa principal selecção. Desde que, bem entendido, sejam salvaguardados, junto dos clubes estrangeiros, os interesses nacionais quando os jogadores forem convocados para representar Portugal.

O médio de abertura Duarte Cardoso Pinto abandonou o seu clube de sempre, Agronomia - no qual se sagrou campeão nacional este ano e venceu a Supertaça no passado fim-de-semana - pelo Blagnac, clube profissional da 2.ª liga francesa capitaneado pelo internacional David Penalva e para onde foi igualmente jogar Cristian Spachuk, pilar luso-argentino ex-Belenenses.

O n. º 10 e chutador da selecção nacional esteve perto de assinar pelos ingleses do Blaydon (3.ª divisão), mas quando, esta semana, lhe surgiu a hipótese gaulesa, nem olhou para trás. "Ir jogar num escalão acima e o facto de ser uma equipa francesa onde jogam dois portugueses, fez-me decidir rapidamente", afirmou ao DN sport. Apesar do esforço efectuado pelo presidente de Agronomia, Amado da Silva, no sentido de lhe proporcionar aquele que seria o primeiro contrato profissional de um jogador português num clube nacional, acabou por recusar. E revelou: "Foi sempre um sonho ir jogar para o estrangeiro por uns tempos, e não é pelo dinheiro que vou, mas sim pela experiência. Nunca vivi fora do país e gostava de saber como me adapto."

Em Madrid jogam agora também três portugueses: Tiago Girão, José Pinto e Diogo Gama, que se transferiram no início da época para o BWIN Pozuelo (ex-Madrid 2012), equipa apoiada pela conhecida empresa de apostas desportivas, patrocinadora oficial do Real Madrid, clube que vai equacionar, durante os próximos 12 meses, a eventual entrada na 1.ª divisão do râguebi espanhol.

Para Diogo Gama, 26 anos, licenciado em Educação Física e que frequenta em Lisboa o curso de nutrição, o que o levou a ir para Espanha foi menos o nível ("apenas médio", nas suas palavras) da equipa madrilena, do que a possibilidade de estagiar no departamento médico (área de nutricionismo) da equipa de futebol merengue. "O protocolo já foi assinado e espero começar a trabalhar até ao próximo mês", diz. "As coisas têm-se arrastado e se tal não acontecer, prefiro regressar ao Benfica", frisou. Por agora, não quer abdicar da sua carreira internacional, mas Diogo sabe que só irá jogar mais uns anos, e a mais-valia de um estágio no famoso Real Madrid, irá "enriquecer muito o meu currículo", confessa.|

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