Guionistas partem para greve sem fim previsto

Estúdios reúnem-se hoje com sindicato para ainda tentar travar a greve

Os guionistas norte-americanos vão mesmo avançar para a greve. A paralisação foi anunciada sexta-feira à noite pela Writers Guild of America (WGA), o sindicato que congrega 12 mil guionistas, e tem início marcado para amanhã. Já o fim, esse, não foi sequer estipulado. Os guionistas exigem receber uma parte do valor que os produtores recebem com a exibição dos seus filmes, séries ou outros programas em plataformas como a Internet ou o DVD. Mas as negociações que se arrastaram nos últimos dias foram infrutíferas, com a Alliance of Motion Picture ( produtores de cinema) e a Television Producers (produtores de televisão) a manifestaram-se irredutíveis.

A greve dos guionistas coloca em risco um rol de programas e séries norte-americanas, pelo que as produtoras de televisão e cinematográficas podem ficar em maus lençóis. Segundo a imprensa internacional, os primeiros programas a ser afectados pela paralisação são o The Late Show, de David Letterman, na CBS, e o The Tonight Show, com Jay Leno na NBC, que dependem de guiões escritos sobre assuntos diários ou semanais. No campo do cinema, o efeito mais mediático pode dar-se no próximo filme da saga James Bond.

Outros casos há em que os efeitos não serão imediatos porque as produtoras têm ainda guiões em stock. É o que acontece com Betty Feia e Anatomia de Grey, da ABC, ou CSI.

Além de exigirem receber uma quota-parte dos lucros, os guionistas querem ainda ver os seus salários aumentados.

Hoje, os produtores vão reunir-se de novo com o sindicato para tentar travar a greve. É que a paralisação de há 19 anos (a última), que durou 22 semanas, custou à indústria cerca de 346 milhões de euros.

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