Restaurante Galeto espera reabrir amanhã

De taipais corridos. Assim se manteve ontem, e para espanto dos transeuntes, o mítico Restaurante Galeto, na Avenida da República, em Lisboa, encerrado na segunda-feira à hora de almoço pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE). O motivo: "Falhas nas condições higiossanitárias na cozinha e nas condições técnico-funcionais", explicou fonte daquela entidade. A gerência do estabelecimento escusou-se a comentar ontem o assunto ao DN, avançando apenas que esperava reabrir já amanhã.

Este é mais um encerramento na área da restauração a juntar aos 259 que a ASAE realizou de Janeiro a 30 de Novembro deste ano, em todo o País, e dos quais resultaram 51 processos-crime. Segundo apurou o DN, a inspecção ao Galeto, um dos poucos restaurantes abertos na capital fora de horas, surge na sequência de uma denúncia de um cliente. A brigada de inspectores considerou haver matéria para suspender a actividade, "já que as falhas detectadas situavam-se na zona da cozinha", explicaram-nos. A reabertura está dependente do tempo que a gerência levar a resolver as anomalias. "Quando estas estiverem solucionadas, o processo é rápido. Há uma vistoria e a suspensão pode ser levantada", explicou fonte da ASAE.

Há clientes que não se lembram de alguma vez o Galeto ter encerrado portas sem ser no Natal ou no 1 de Maio. Ontem, quem por ali passava não queria acreditar. "Não é possível. Venho aqui tantas vezes", comentava ao DN um cliente, quando soube dos motivos que levaram ao encerramento do estabelecimento. Uns questionavam se teria morrido alguém para estar encerrado. "Não me lembro de isto ter fechado alguma vez", outros procuravam informação que os elucidasse sobre a situação no placard afixado na parede. Mas nada. A indicação legal do horário de funcionamento, das 08.00 às 03.30, e a ementa eram os únicos papéis naquele espaço.

O Galeto abriu as portas em Lisboa no início dos anos 70. Na altura, alguns cronistas apelidaram-no de "templo da modernidade" e até da "perdição da juventude da época", juntamente com a Pastelaria Mexicana, na Praça de Londres, e o Apolo 70. O nome, referiam os mesmos cronistas, terá sido atribuído por um dos fundadores que veio do Brasil, onde a expressão é usada para designar frangos pequenos, que integram o logótipo do restaurante.

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