Meninas e meninos, o 'Batatoon' está de volta!

Cor, muita cor e algum calor é a primeira impressão que se sente quando se chega à nova casa do Batatinha, a personagem principal do programa infantil Batatoon, que já foi um dos grandes sucessos da TVI, e que agora regressou aos domingos das 07.00 às 10.00.

Logo pela manhã, os convidados do Batatinha são convocados aos estúdios da Cinemate para mais uma manhã de gravações. Aguardam junto dos pais. São crianças entre os quatro e os dez anos e olham para tudo com a curiosidade própria da idade. Uma animadora incentiva-os a ensaiarem uns passos de uma dança africana, mas a timidez não permite que os corpos balancem com à-vontade ao som da música.

Por entre os fios, as câmaras e os projectores misturam-se com figuras exageradamente maquilhadas, e também elas coloridas - a Ping, a Pong e o Risório, parceiros do Batatinha nesta nova série de aventuras televisivas.

Chega o protagonista, que surpreende os convidados surgindo como de um passo de mágica. Vem sorridente, colorido e assume a personagem na íntegra. É alto e as roupas almofadadas que usa fazem-no parecer muito volumoso.

"Senhoras e Senhores, Meninos e 'Pepinas', é entrar, é entrar, que a confusão vai começar!" É a hora de gravar a primeira cena de mais um Batatoon. Quando as luzes iluminam o plateaux, é como se a magia tivesse invadido todo o espaço e rostos.

Do "além" vem a voz do realizador Nuno Vieira, que dita as leis da casa. Organiza a posição de tudo e de todos no cenário e dá as ordens de "acção" e de "corta".

Batatinha nunca se deixa ver sem a cara pintada e o nariz encarnado. Não quer dar a conhecer António Branco, o homem por trás do palhaço, e nunca perde o registo, nem quando questionado pelo DN sobre o sucesso que faz junto do público infantil. Com a sua voz esganiçada, responde: "Sempre que vêm cá a casa podem fazer tudo o que quiserem, tudinho mesmo, e ninguém se zanga."

O esforço físico que despende em cada cena é nítido, pois fica ofegante. A fralda branca que o acompanha em permanência é usada para secar o suor que ameaça derreter-lhe a maquilhagem sob o calor intenso das luzes do estúdio.

Um carrossel faz as delícias das crianças no estúdio, que com o passar das horas ganharam confiança e ficaram mais desinibidas. Entre gravações são incentivadas a beber água e a permanecer atentas sempre que solicitadas para voltarem a "actuar". Pena não haver comida para lhes entreter o estômago...

A alegria volta a ficar mais expressiva quando toca o "Hino do Batatoon". O realizador decreta o fim da manhã de gravações com um "obrigado a todos e podem ir almoçar" e deixa escapar um "acho que valeu o esforço."

Trazer "os meus amigos 'istas', que são os malabaristas, os trapezistas, mais o Sr. Mágico, que vêm brincar aqui com a malta quase todos os dias", é a mesma fórmula que trouxe o Batatoon aos ecrãs da TVI há sete anos. Na altura, um dos primeiros sucessos da programação idealizada por José Eduardo Moniz. "Obrigadinha, D. TVI", diz Batatinha, contente por estar de volta.

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