Sousa Cintra vende fábrica de Santarém a Jorge Armindo

José Sousa Cintra já vendeu a fábrica de Cerveja Cintra, em Santarém. O negócio foi fechado com a Iberpartners, empresa con- trolada por Jorge Armindo, que há cerca de seis meses estava a negociar com o ex-presidente do Sporting.

Ambos os gestores contactados pelo DN, escusaram-se a fazer comentários alegando existir um pacto de silêncio até às 11 00 de hoje, hora para que está marcada uma conferência de imprensa na fábrica de Santarém. Sendo certo que o ex-presidente da Portucel passa a ser o mais recente accionista da Drinkin, proprietária da cervejeira, ficar-se-à a saber hoje se assume o controlo da empresa e Sousa Cintra mantém um posição minoritária, ou vice-versa.

O interesse de Jorge Armindo na Cerveja Cintra foi conhecido em Janeiro, quando o empresário nortenho assumiu estar a estudar a aquisição de uma participação na Drinkin. Embora tenha deixado desde logo claro que este seria apenas um dos alvos potenciais na mira do seu projecto de negócios individual, na área da gestão de fundos de investimento, através da sociedade Iberpartners, Jorge Armindo manifestou, no entanto, um apreço especial pela Cerveja Cintra. O empresário afirmou logo em Janeiro estar já a reunir investidores para o projecto, sublinhando acreditar "que se trata de uma empresa com potencialidades porque a cerveja tem qualidade e a unidade fabril é também de elevado nível".

Sousa Cintra mostrou-se por seu turno orgulhoso com o interesse de Jorge Armindo na Drinkin, sublinhando-se confiante em que seria o empresário nortenho o "parceiro financeiro que trará gente profissional e o crédito necessário para finalmente termos condições para desenvolvermos uma boa distribuição e uma campanha de marketing à altura". Mas o tempo foi passando e as negociações foram-se arrastando até ontem.

Embora nem Jorge Armindo nem Sousa Cintra tivessem assumido publicamente qual a posição em que cada um queria ficar na empresa, o certo é que o ex-presidente do Sporting já em ocasiões anteriores manifestara interesse na entrada de parceiros financeiros mas também quisera manter sempre o controlo da empresa. Em Maio, Jorge Armindo, citado pelo Diário Económico, alertava para o arrastar das negociações: "Se a fábrica parar, não poderei continuar interessado no negócio". No último mês a fábrica chegou mesmo a sofrer várias paragens de produção. C IP

Ler mais