Ramos-Horta apela à unidade e Alkatiri repensa posição de Egídio no Governo

O ministro dos Negócios Estrangeiros timorense apelou ontem em Díli à unidade do povo de Timor- -Leste, ao assinalar o quarto aniversário da independência de Timor-Leste, celebrado "com algumas preocupações". Isso mesmo foi reconhecido por Ramos-Horta, num discurso a anteceder um concerto em frente do Palácio do Governo, que assinalou a data, na ausência de comemorações oficiais.

Em 20 de Maio de 2002, Timor-Leste ascendeu oficialmente à independênci a, após 24 anos de ocupação da Indonésia e dois anos e meio de administração da ONU.

A continuidade no Governo do secretário de Estado Egídio de Jesus está, entretanto, dependente de uma conversa com o primeiro-ministro, disse Mari Alkatiri à Lusa. Egídio de Jesus tentou avançar contra a actual liderança da Fretilin, no recente congresso do partido que suporta o Governo. "Preciso de conversar com ele porque fez algumas declarações de que não gostei", frisou Alkatiri, referindo-se às críticas de que foi alvo no conclave.

Egídio de Jesus, que ocupa a pasta da Coordenação da Região III, integrou a equipa liderada pelo embaixador de Timor-Leste em Washington e chefe da missão diplomática timorense na ONU, José Luís Guterres, que anunciou a intenção de disputar a liderança à dupla Mari Alkatiri e Francisco Guterres "Lu-Olo", reeleitos, respectivamente, secretário-geral e presidente do partido.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Pedro Lains

"Gilets jaunes": se querem a globalização, alguma coisa tem de ser feita

Há muito que existe um problema no mundo ocidental que precisa de uma solução. A globalização e o desenvolvimento dos mercados internacionais trazem benefícios, mas esses benefícios tendem a ser distribuídos de forma desigual. Trata-se de um problema bem identificado, com soluções conhecidas, faltando apenas a vontade política para o enfrentar. Essa vontade está em franco desenvolvimento e esperemos que os recentes acontecimentos em França sejam mais uma contribuição importante.