Tio de Joana acusa mãe de a vender em Espanha

João Manuel Cipriano, acusado pelo Ministério Público de Portimão de co-autoria da prática de crime de homicídio qualificado, profanação e ocultação do cadáver da sobrinha Joana, de oito anos, garante que, afinal, a criança foi vendida para Espanha e pela própria mãe.

"A minha irmã Leonor é que sabe", pois "vendeu-a para Espanha e agora está armada em parva e não quer dizer a verdade", revelou o tio de Joana, numa carta enviada à irmã Anabela, residente na zona do Enxerim, em Silves, há cerca de duas semanas e a que o DN teve acesso. João Cipriano está detido quase há nove meses no Estabelecimento Prisional de Olhão. Foi a primeira vez que o irmão da mãe de Joana entrou em contacto com a família desde que está preso, pedindo para que comuniquem à mãe, Florinda Domingos, o que terá, na verdade, sucedido a Joana.

Esta versão de João Cipriano coincidirá com uma confissão que a sua irmã Leonor, em prisão preventiva na cadeia de Odemira, terá feito à própria mãe quando esta a visitou há meses, conforme contou na altura a senhora ao DN. Porém, ao companheiro, Leandro Silva, Leonor Cipriano tem insistido na sua inocência, assegurando desconhecer o que aconteceu à filha, ao mesmo tempo que endossa ao irmão, João Manuel, a responsabilidade pelo desaparecimento da menor.

Anabela Cipriano, tia de Joana, disse ao DN que reconhece ser a letra do irmão na carta que este lhe endereçou. E acredita que esteja a contar a verdade. A mulher chegou a ser constituída arguida no processo sobre a alegada morte de menina, tal como o seu marido e um irmão, Nelson. Sobre eles incidiria a suspeita de envolvimento na ocultação da menina vista pela última vez no dia 12 de Setembro de 2004.

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