PJ constitui mais um arguido no "caso Joana"

Há um novo arguido no caso de Joana Cipriano, desaparecida desde 12 de Setembro de 2004 da aldeia de Figueira (Portimão), onde vivia com a mãe. Carlos Alberto Silva, de 23 anos, que trabalha na sucateira da própria família, perto de Portimão, foi constituído arguido pela Polícia Judiciária (PJ), estando sujeito ao termo de identidade e residência, porque, segundo soube o DN, o seu ADN coincide com vestígios de sémen detectados em cuecas de Joana.

Recorde-se que a menor foi dada como morta pela PJ, sendo a própria mãe e um tio - ambos em prisão preventiva há cerca de sete meses - indiciados por ofensas corporais agravadas que terão conduzido ao suposto homicídio.

Só ontem à tarde é que Carlos Alberto - residente em Lagos e meio-irmão de Leandro Silva, padrasto de Joana -, ao ser confrontado pelo DN, se terá apercebido da sua condição de arguido, desde meados de Março, o que foi confirmado pela sua advogada. "Assinei um documento na PJ por indicação da minha advogada, mas nem sequer liguei ao que lá estava escrito, pois sinto-me completamente à vontade. Estou inocente. Não violei ninguém. Ainda discuti com um inspector que estava a tentar incriminar-me", disse Carlos Alberto.

Revoltada, a mãe de Carlos Alberto, Maria de Lurdes David, acrescentou que na sua "família não há assassinos nem violadores! Aconselho a Polícia Judiciária a ter cuidado, pois isto não vai ficar assim…".

Também em Março, Lurdes David foi confrontada, na PJ de Faro, com o cenário de abusos sexuais à pequena Joana. A polícia suspeitou que a senhora teria lavado as cuecas da menina, de forma a não deixar vestígios de sangue e de esperma.

Segundo soube o DN, a advogada que acompanhou Lurdes David terá desafiado a PJ a constituí-la, de imediato, arguida para a levar ao tribunal, mas os investigadores não terão ido mais além na versão de suposta violação. Entretanto, aos homens que fazem parte da família do padrasto de Joana já foi retirada saliva para análises de ADN.

Entretanto, Carlos Alberto garantiu ao DN que oferece 250 mil euros (50 mil contos) a quem encontrar a criança. "Exigimos saber, de uma vez por todas, o que aconteceu à Joana e quem a encontrar, viva ou morta, será recompensado com 250 mil euros. Onde arranjo o dinheiro? Se a miúda aparecer, o dinheiro logo aparecerá também. Já estou saturado com as suspeitas em que a PJ envolveu a minha família", sublinhou.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG