Olivedesportos à frente na compra da Lusomundo

A Portugal Telecom (PT) decidiu ontem avançar para uma segunda fase de negociações da venda da Lusomundo Serviços, empresa do grupo que detém a Lusomundo Media. Dez dias depois do prazo final para a entrega de propostas, o Conselho de Administração da PT, depois de ouvida a Comissão de Estratégia, resolveu afastar da corrida os grupos Media Capital e Vocento e nomeou "oferente preferencial" a Controlinveste, que domina a Olivedesportos. Os dois restantes concorrentes- a Cofina e a Prisa - mantêm-se na corrida. Segundo o DN apurou, qualquer destes dois últimos poderá ser chamado à mesa das negociações caso seja impossível chegar a acordo com a Controlinveste.

Segundo as fontes contactadas pelo DN, a Controlinveste terá melhorado a sua oferta inicial, fixando-a nos 300 milhões de euros. Ainda ontem, a Cofina terá também subido a sua proposta em 15 milhões de euros, passando-a de 270 milhões para 285 milhões de euros. Já no que diz respeito à Prisa, apenas se sabe que fonte da empresa declarou à Lusa que, "sem querer entrar em números (...) está disposta a fazer tudo o que seja necessário para manter-se no processo".

Depois de rumores insistentes, desde meados do ano findo, sobre a iminente venda dos activos de media, a administração da PT só ontem, formalmente, se decidiu pela alienação. O único membro do Conselho que votou contra a passagem da Controlinveste à posição de "oferente preferencial" foi Fernando Ulrich, que actua na PT em representação do BPI.

A Lusomundo Serviços é um pouco mais que a soma dos activos de media do grupo, incluindo ainda empresas de distribuição e gráficas, além de cerca de 23% da Agência Lusa. A empresa detém o Diário de Notícias, Jornal de Notícias, 24 horas, TSF, Tal & Qual e outros títulos de imprensa.

A passagem da Controlinveste a uma segunda fase de negociação é um grande salto para o grupo criado há cerca de 20 anos por Joaquim Oliveira. A Controlinveste - nome menos conhecido da holding que é a cabeça do grupo Olivedesportos - facturou em 2004, em termos consolidados, 95 milhões de euros, depois de em 2003 ter atingido os 91,7 milhões e em 2002 os 82,5 milhões. É a única sociedade gestora de participações sociais (SGPS) de um grupo que detém várias empresas detidas a 100% por Joaquim Oliveira. As excepções são a a Sport TV, na qual a PT-Multimédia e o grupo de Joaquim Oliveira estão em partes iguais, e a Sportinveste Multimédia, uma entidade que gere activos de Internet do grupo, e na qual a PT tem 50% do capital. O grupo de Joaquim Oliveira, que detém ainda, desde 1994, o jornal desportivo O Jogo, começou por negociar publicidade com a Federação Portuguesa de Futebol, passando depois à publicidade estática nos estádios. Em 1994, o salto foi a entrada no negócio de pay tv, no mesmo ano em que adquiria o seu primeiro jornal (e para já único) ao JN. O grupo detém os direitos de transmissão da totalidade das equipas da SuperLiga de futebol e da divisão principal de basquetebol.

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