Diogo Infante é o novo director artístico do Maria Matos

O actor Diogo Infante aceitou o convite formulado pela ainda vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, Maria Manuel Pinto Barbosa, para assumir as funções de director artístico do Teatro Municipal Maria Matos.

"Ele aceitou e parece ter ficado muito entusiasmado com a ideia" revelou, ao DN, a vereadora que se diz "sentir com total legitimidade política e profissional" para ter dirigido o convite, apesar de estarmos a poucos dias das eleições autárquicas. "O candidato Carmona Rodrigues está de acordo e quanto a Manuel Maria Carrilho, deverá ter em conta que Diogo Infante é um nome consolidado", argumenta.

O Maria Matos encontra-se em obras que deverão demorar alguns meses, estando a abertura do teatro prevista para o 1.º trimestre de 2006. "Este teatro não é apenas uma obra, precisa de alma e identidade e, daí, a necessidade de ter convidado a direcção com seis meses de antecedência, para que o projecto comece a tomar forma", alega a vereadora municipal, defendendo que Diogo Infante é uma "personalidade com grande qualidade, que domina um conjunto de linguagens, como a do teatro e a da televisão que são imprescindíveis".

O objectivo da Câmara para o Maria Matos, com capacidade para 500 lugares, é de serviço público e de captação de novos públicos para os vários géneros artísticos, mas numa estratégia de co-produção ou de acolhimento, e não através de uma companhia residente.

O DN tentou contactar Diogo Infante, mas tal não foi possível por este se encontrar em filmagens no Brasil.

São Luiz. A programação cultural do Teatro São Luiz arranca no próximo dia 29 com a estreia de Nelken (Cravos) da encenadora e coreógrafa alemã Pina Bausch, que também traz em Outubro Ten Chi (Céu e Terra), dois espectáculos que, na opinião do seu director, artístico Jorge Salavisa, "são o sonho de qualquer programador".

A direcção artística deste teatro municipal apresentou ontem a selecção de obras e projectos para a temporada de Setembro de 2005 a Agosto de 2006, que orça em 1,2 milhões de euros. Jorge Salavisa falou dos 44 projectos da temporada relativos aos 230 espectáculos anunciados, e não excluíu a hipótese de se realizarem mais, podendo mesmo chegar aos 300.

Salavisa destacou para a Sala Principal a realização da Gala do Prémio Amália Rodrigues, em Outubro, bem como a estreia mundial de Histórias Fantásticas e Maravilhosas, de Terry Jones (um dos membros dos Monty Phyton), em Março, e a comemoração dos 250 anos do nascimento de Mozart, em Maio.

Já no Jardim de Inverno, que se tem destacado como "um espaço dedicado aos jovens, com as suas tertúlias de final de tarde", Jorge Salavisa aponta um especial enfoque para o projecto Parabéns, Samuel Beckett, que terá a 13 de Abril um ciclo de tertúlias, leituras e peças de teatro.

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