Portas satisfeito com o fim do SMO

O ministro de Estado, da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar, Paulo Portas, congratulou-se on-tem com a efectiva extinção do serviço militar obrigatório (SMO) mas alertou que a profissionalização das Forças Armadas é um desafio permanente.

«A profissionalização das Forças Armadas é um desafio de todos os anos», acentuou Paulo Portas, numa conferência de imprensa convocada em cima da hora para assinalar o dia em que acabou, formalmente, o SMO. O serviço militar obrigatório terminou, na prática há cerca de dois meses, tendo o facto sido então assinalado pelo Estado--Maior do Exército e pelo Governo, conforme o DN noticiou.

De acordo com o ministro, 19 de Novembro de 2004 é «uma data única na história da instituição militar e uma data relevante para o Estado-Nação que é Portugal».

Paulo Portas lembrou que em Portugal o caminho para a profissionalização foi feito sem rupturas relativamente à capacidade operacional das Forças Armadas, ao contrário do que aconteceu com vários aliados europeus. «A transição para o soldado profissional foi feita com segurança, não houve qualquer ruptura na capacidade operacional das Forças Armadas», sublinhou.

O ministro realçou o facto de o SMO ter acabado com antecedência (há quase dois meses) relativamente ao prazo previsto, o que, disse, contraria as «opiniões dos cépticos» e «fica bem ao Estado».

Paulo Portas enalteceu também a «modificação de atitude» dos ramos das Forças Armadas e a cooperação institucional do Governo com o Presidente da República e com o Parlamento, salientando que permitiram dar sequência à extinção do serviço militar obrigatório.

A cooperação institucional com o Partido Socialista e entre vários ministérios, designadamente os da Ciência e do Ensino Superior e das Finanças, que possibilitou a concretização de protocolos para a profissionalização, foi igualmente mencionada pelo ministro.

«Este é um objectivo nacional que não deve ser atravessado por qualquer espécie de querela secundária», disse Portas, considerando que o Estado «não deve entrar em utopias», mas sim tentar «melhorar os níveis de operacionalidade todos os anos». O ministro Paulo Portas lembrou que a profissionalização exigiu uma dotação financeira suplementar e prometeu não deixar que haja ruptura entre as Forças Armadas e a sociedade.

* Com Lusa

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