Atualidade

Bernardo Ivo Cruz

Democracia é (muito) mais do que ir votar

De tempos a tempos, as pessoas que têm a sorte de viver em regimes democráticos são chamadas a escolherem quem irá defender os seus interesses, representando-as em Parlamentos e formando as maiorias de onde nascem os Governos. Quem se dá ao trabalho de ir votar está a dar aos Partidos e às pessoas em quem vota a legitimidade de falarem em seu nome e tomarem decisões que obrigam a todos. E quem não tem paciência para ir votar, deixa que os outros decidam em seu nome e devia olhar-se ao espelho sempre que estiver infeliz com o rumo que leva a sociedade. Nada de novo numa democracia moderna.

Bernardo Ivo Cruz

Henrique Burnay

Saber o que queremos da Europa

Seja qual for o desenho final do plano de recuperação económica da União Europeia, que os líderes europeus acabem por acordar (em Julho ou mais adiante), há algumas coisas que já sabemos. Vai haver mais dinheiro, e mais regras, para acelerar o que tinha sido definido como prioritário: fazer da economia europeia a primeira a ser verde, e com isso liderar o que se acredita que possa ser a economia do futuro; acelerar a transição digital, para evitar que fiquemos para trás e que em quase todas as comparações as empresas europeias apareçam no fim da lista, a perder para o mercado americano ou chinês; e, finalmente, tentar recuperar alguma autonomia industrial, e consequentemente empregos, mesmo que com custos de produção mais altos.

Henrique Burnay

Especiais DN

"Há uma espécie de felicidade nesta fronteira hispano-portuguesa que pode ser um exemplo para a Europa"

"Há uma espécie de felicidade na fronteira hispano-portuguesa"

A chefe da diplomacia espanhola conversou com o DN na semana da reabertura de fronteiras sobre a dor causada pela separação artificial imposta pela pandemia, a força dos laços económicos, também as posições comuns no âmbito da União Europeia. Sobre a gestão dos temas complexos como o caudal dos rios ou a proximidade da central nuclear de Almaraz do território português, Arancha González Laya fala de construir clima de confiança.

João Honwana

Premium“É preciso derrotar os jihadistas e conquistar o povo”

Entrevista a João Bernardo Honwana, consultor na área de Resolução de Conflitos, Mediação Política e Diplomacia Preventiva, em Nova Iorque. Foi funcionário das Nações Unidas entre 2000 e 2016, tendo servido como Representante do Secretário-Geral para a Guiné-Bissau e Diretor de Divisão (África I e África II) no Departamento para Assuntos Políticos. É Coronel Piloto Aviador na reserva e antigo Comandante da Força Aérea de Moçambique. Participou a 1 de julho na Speed Talk do Clube de Lisboa sobre o jihadismo em Cabo Delgado.

V Digital

Fabiano Bonafé e Fulvio Amaral vivem no Brasil e partilham os medos e receios em relação à pandemia de

O descontrolo da pandemia num Brasil de contrastes e governado por um presidente homofóbico

O Brasil de Jair Bolsonaro ultrapassou os 800 mil casos de infeção e é o segundo país do mundo com mais mortos por Covid-19. Fabiano Bonafé e Fulvio Amaral vivem o presente com o receio pela segurança das famílias. Ao fim de cinco anos de namoro à distância, a pandemia e o teletrabalho deram-lhes a possibilidade de viver debaixo do mesmo tecto durante os dias de confinamento. Juntos fazem o diagnóstico de um país de contrastes profundos e falam-nos também de como é assumir um relacionamento homossexual num país governado por um presidente homofóbico.

Plataforma

"Terrorismo em Moçambique já afecta psicologicamente toda a região"

"Terrorismo em Moçambique já afecta psicologicamente toda a região"

Calton Cadeado é professor de Estudos de Defesa e Segurança, em Moçambique, analista e comentador político e de política externa. Nesta entrevista a O PAÍS aborda, sobretudo, a questão do terrorismo em Cabo Delgado, no Norte de Moçambique. Não acredita que tenha base religiosa, nem que derive de uma postura de Estado da Tanzânia, mas afirma que o Estado moçambicano tardou a reagir a avisos da Inteligência de há pelo menos cinco anos e que as ligações umbilicais com partidos políticos dificulta a cooperação dos serviços de inteligência na região