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O banco dos cérebros. Aqui guarda-se material "extremamente valioso"

Foi graças ao estudo do cérebro de Auguste Deter que Alois Alzheimer viria a documentar aquela que é uma das formas mais frequentes de demência. Cem anos depois, esta e outras doenças neurodegenerativas ainda constituem um grande mistério para os cientistas. No Banco Português de Cérebros, no Hospital de Santo António, no Porto, dois neurologistas estudam estas patologias que afetam cada vez mais pessoas a nível mundial.

É uma espécie de tesouro bem guardado. De tal forma que se torna difícil encontrar quem nos saiba indicar a sua localização, enquanto percorremos os corredores do Hospital de Santo António (Centro Hospitalar do Porto). "Será onde fazem as autópsias?" É exatamente ali, no piso zero, inserido na unidade de neuropatologia, que está o Banco Português de Cérebros (BPC). Não é uma estrutura isolada, mas funciona em várias salas, sob a coordenação de Manuel Melo Pires e Ricardo Taipa, ambos neurologistas e neuropatologistas. Aberto oficialmente desde 2014, após dois anos a funcionar como projeto-piloto, é o repositório de cerca de 50 cérebros de pessoas que morreram com doenças neurológicas. Material "extremamente valioso", diz Ricardo Taipa.

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