Premium Mulheres, vítimas e novelas. Nesta história, o final ainda não é feliz

As personagens femininas já não vivem apenas para desfalecer nos braços de Romeus nem para suportar até ao fim as agruras e um problema social. Apesar de haver uma queixa que denuncia a vitimização da mulher na ficção nacional, os números trazem uma narrativa positiva. Mas há muitos episódios para pôr no ar...

Ainda os ponteiros vão longe das dez da noite de um dia de semana e já mais de dois milhões de portugueses - dois terços dos quais são mulheres - estão sentados no sofá a ver as duas novelas de prime time que são exibidas na SIC e na TVI. Por ali passam todos os dias histórias de mulheres e homens, raparigas e rapazes que sofrem de doenças, de violência doméstica e no namoro, de agressão, de violação, de perdas e angústias e de conquistas. Tramas em que o amor e o desamor se entretecem com os problemas do quotidiano, mas sobre as quais persiste a ideia de que as mulheres são as vítimas.

Numa altura em que a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género reporta uma queixa sobre a vitimização da mulher na ficção nacional - e que há de ser encaminhada para a Entidade Reguladora para Comunicação Social (ERC) - a presidente daquele órgão, Teresa Fragoso, pede à ficção nacional que "mostre mais relações de intimidade saudáveis e não apenas os problemas, as situações em que as mulheres são as coitadinhas, as vitimazinhas, o que também é desempoderador".

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