Premium Do papel ao digital, nunca escrevemos tanto

Bem-vindos à era digital, que nos tem levado para um mundo de escrita constante. Das redes sociais às mensagens instantâneas, o ser humano nunca escreveu tanto. A tendência é para crescer, pelo menos até que a voz assuma a dianteira.

António Costa gosta de tirar notas no telemóvel e usa cada vez menos os tradicionais caneta e papel. Recentemente, o primeiro-ministro começou mesmo a usar um tablet com caneta digital para escrever, dos assuntos de Estado às notas pessoais. Este fait divers foi revelado na rubrica Hábitos Tech, da DN Insider (marca de tecnologia do Global Media Group) e demonstra uma tendência que há muito deixou de ser só para alguns e se globalizou. Mesmo usando cada vez menos o papel, nunca se escreveu tanto.

O autor britânico H.G. Wells, tantas vezes apelidado de pai da ficção científica (A Guerra dos Mundos é um dos seus livros mais populares), argumentava, no início do século XX, que a escrita tem o potencial de "colocar acordos, leis e mandamentos num registo duradouro". Permitiu ainda "o crescimento dos Estados e uma consciência histórica contínua".

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