Premium A preguiça é um pecado mortal? Não no ecrã

O cinema procura a pureza do Bem, sendo por isso levado a enfrentar as marcas brutais do Mal. Quando pensamos nos filmes tocados pela preguiça, mesmo não esquecendo a comédia, é a vibração da tragédia que nos mobiliza.

Provavelmente, a ilustração mais sugestiva da preguiça cinematográfica passou a estar não nos filmes, mas nas nossas casas. Fomos nós, castigados pelo stress laboral, esquecidos das maravilhas da cinefilia, que passámos a dispensar as peculiares sensações das salas escuras e ficámos em casa a consumir as delícias do streaming para depois, no emprego, nos gabarmos das séries que andamos a ver por atacado... Grandes séries, por vezes, é verdade.

Enfim, convenhamos que a nossa vida pecaminosa não é nada que o cinema não tenha sabido encenar repetidamente. Mais do que isso: obsessivamente - dos mestres primitivos como David W. Griffith até aos moralistas modernos como Michael Haneke, sem esquecer, claro, clássicos como Renoir, Minnelli ou Antonioni.

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