Premium A Disney vai ser uma TV na internet? Quando? E as outras?

O Mickey vai chegar e arrasar em 2019. Mas não vem sozinho. A HBO já cá está a preparar a entrada, a Amazon Prime estende a legendagem do Brasil e está disponível em português com um catálogo poderoso e a WarnerMedia abanará o mercado dentro de um ano. Tudo isto num mundo onde a Netflix já parece um gigante. Quantas OTT vamos pagar para ver?

Nos filmes de ficção científica, os momentos antes do terramoto são de aparente calma. Mas, de repente, o chão começa a abrir-se, tudo é engolido para um buraco colossal e surge gradualmente uma nova paisagem. No mundo dos media à escala planetária, o terramoto está a suceder. Primeiro foi o impacto colossal das redes sociais nos media tradicionais, literalmente pulverizando a indústria com modelo de negócio em papel. Agora são as OTT (sigla anglo-saxónica de over-the-top) a pulverizar as televisões nacionais generalistas e de cabo. A oferta digital organizada em catálogo de filmes, séries, documentários, etc., disponível a qualquer hora e em qualquer lugar - Netflix é o caso tecnologica- mente mais avançado -, muda o consumo e com ele o gosto. Nada fica como dantes.

A tecnologia OTT é um sucesso total. É tudo o que estava prometido e nunca mais acontecia: uma televisão em qualquer lado onde manda o cliente. Faltam números - a Netflix não partilha quantos subscritores tem em Portugal (dos seus 137 milhões de clientes espalhados pelo mundo). Mas percebe-se pelas conversas que muita gente veste a camisola Netflix. São 7,99 euros por mês, ou 10,99 se quiser alta definição (HD) - e se for exigente e quiser partilhar a conta até quatro utilizadores, com som da mais alta qualidade, pode chegar a 16,99 euros.

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