Praxe abusiva. Queixas à DGES quase duplicaram

Programa de praxes positivas arranca este ano em várias faculdades

O número de queixas relativas a praxes abusivas apresentadas à Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), no último ano letivo, foram quase o dobro do ano letivo anterior. Foram 18 as queixas, face às 10 apresentadas em 2016, apresentadas através do e-mail e da linha telefónica, ambos criados em 2015, avança o Jornal de Notícias, esta quinta-feira.

De acordo com o Jornal de Notícias, que abordou o assunto com os sociólogos João Teixeira Lopes e Elísio Estanque, existe ainda uma cultura muito "permissiva" relativamente às praxes abusivas e mais violentas.

"As praxes continuam a acontecer porque a praxe continua a ser o mecanismo integrador por excelência. Ainda não há alternativas", afirmou João Teixeira Lopes, um dos coordenadores do estudo "A praxe como fenómeno social".

Já Elísio Estanque referiu que "está a tornar-se natural a humilhação e há até estudantes que reivindicam o direito a essa humilhação para se integrarem".

Ambos os sociólogos dizem que o movimento Exarp, criado pelo ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor, é positivo. O Exarp tem como objetivo incentivar a criação de formas alternativas de acolhimento aos novos alunos do ensino superior. No entanto, acrescentam que não deverá ser suficiente.

Sempre que a DGES recebe queixas, pede esclarecimentos e informações às instituições, podendo notificar as autoridades se houver suspeita de crime, mas tal ainda não aconteceu.

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